O futuro do Pacaembu na Câmara

Comissão será criada para discutir destino do estádio

Martín Fernandez, do Jornal da Tarde

17 Abril 2009 | 19h06

O debate aberto pelo JT no dia 25 de março ganhou a Câmara de Vereadores de São Paulo. Quarta-feira, foi aprovada a criação de uma comissão especial para discutir o futuro do Estádio do Pacaembu.

 

A comissão deverá ser presidida por Dalton Silvano (PSDB) e terá a participação de outros seis parlamentares - um deles será Antonio Goulart (PMDB), que também propôs a instalação da comissão. 

 

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“Queremos saber o que pensam todos os envolvidos”, diz Silvano. Os trabalhos da comissão devem começar daqui a 15 dias. “Nesse período nós vamos relacionar e tentar agendar com as pessoas que queremos ouvir”, emendou o vereador.

 

Depois de 60 dias, a comissão deverá apresentar um relatório, sua conclusão. Inicialmente, serão ouvidos o secretário municipal de esportes, Walter Feldman, além de representantes do Corinthians e das ONGs que defendem os interesses de moradores da região.

 

Goulart, que é conselheiro do Corinthians, diz que o grupo terá representantes dos grandes clubes do Estado. “Não quero ouvir questionamentos quanto à isenção”, justifica. “Hoje, eu sou contra a cessão do Pacaembu ao Corinthians. Mas quero ter a participação de todos.”

 

Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do São Paulo e vereador pelo DEM, provavelmente fará parte da comissão. O líder de seu partido na Câmara, Carlos Apolinário, disse ao JT que o indicou.

 

“Meu trabalho aqui não tem nada a ver com o clube”, diz Marco Aurélio. “Acho que seria ruim para o Corinthians assumir o Pacaembu porque é um estádio antigo, com restrições para eventuais reformas. Uma arena precisa ter restaurantes, outras atrações além do futebol. Não sei se é o caso do Pacaembu.”

 

Segundo números da Secretaria Municipal de Esportes, os gastos com a manutenção do estádio chegam a R$ 2,5 milhões/ano - enquanto as receitas alcançam R$ 1,1 milhão. “Chegamos ao limite”, disse Feldman. “Não faz sentido o poder público gastar tanto para manter um estádio usado para futebol profissional.”

 

O diretor de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg, afirma que o clube pretende investir R$ 100 milhões, captados com parceiros, para reformar o estádio. “O Pacaembu sempre foi e continua sendo o plano A do clube”, sustenta.

 

Mas a ideia de ceder o estádio ao Corinthians também enfrenta resistência. Andrea Matarazzo, secretário de coordenação das subprefeituras, já disse que “fará todo o possível” para impedir a concessão. A ONG Viva Pacaembu contratou um escritório de advocacia com o mesmo objetivo.

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