O fã ainda não conheceu a presidente

Paulo Enrique Reis, o "Dilmaboy" da campanha eleitoral

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2011 | 00h00

Mal tinha começado oficialmente a campanha presidencial, em julho do ano passado, quando aparece não um eleitor, mas um fã da então candidata Dilma Rousseff: um rapaz de camisa regata e cachecol dançando ao som da cantora americana Lady Gaga, trocando os versos da música Telephone por frases como "Ela não é o cara, mas é amiga do homem" e "Ela é a nova Evita Perón". Era o Dilmaboy, cujo vídeo passou das 400 mil visitas no YouTube.

Dilmaboy é Paulo Enrique Reis, moço tímido de 26 anos que mora com os pais em Rio Verde, Goiás. Depois do vídeo, tudo que é de direito de uma celebridade momentânea aconteceu: foi parado na rua, reconhecido no supermercado, recebeu críticas dos vizinhos.

Passados os 15 minutos de fama, Paulo voltou à vida normal de estudante de Publicidade e até filiou-se ao PT. Mas nem sequer conheceu a musa inspiradora: o máximo que conseguiu foi uma menção no Twitter de Dilma durante a campanha. Anônimo, foi sozinho ver a posse em Brasília. "Nem cheguei perto dela. Mas, tudo bem, ainda tem três anos e meio."

Antes disso, Paulo quer voltar - prepara um blog em que vai comentar o noticiário político e postar vídeos de paródias, à la Dilmaboy, mas de um jeito diferente.

"Estou esperando o Dilmaboy morrer para criar outras coisas. Quero me livrar do personagem."

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