ROBSON VENTURA/ ESTADAO
ROBSON VENTURA/ ESTADAO

O Espetacular Bloco da Charanga do França revive tradição de marchinhas no centro de São Paulo

Concentração da banda composta por sopros, metais e percussão começou às 10h em Santa Cecília

Leonardo Zvarick, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2019 | 11h03

No penúltimo dia de Carnaval, a festa começou pontualmente às 9h, numa pequena rua de Santa Cecília, centro de SP. Minutos antes, já dava pra ouvir, a distância, uma cacofonia de instrumentos sendo afinados ao mesmo tempo.

Era O Espetacular Bloco da Charanga do França, momentos antes de começar a tocar seu repertório de marchinhas e clássicos brasileiros arranjados para a banda, composta por sopros, metais e percussão. 

Criado em 2013 com a ideia de reverenciar a tradição das Charanga, o grupo virou bloco em 2015. E já é tradição. Quando dá 10h, a banda começa a percorrer a pé as ruas do centro, com os foliões em volta. O ponto de partida é sempre o mesmo: a loja Conceição Discos, na rua Imaculada Conceição.

Por volta das 10h50, começou o primeiro protesto contra o presidente Jair Bolsonaro, com foliões gritando mensagens de crítica em coro. O teor político no desfile também podia ser notado em algumas fantasias. Havia estandartes de "zona antifascista", máscaras do presidente com as cores LGBT e a mais popular, a fantasia de laranja. "Achei que estivesse fazendo uma crítica criativa, mas parece que todo mundo teve a mesma ideia", brincou João Augusto, de 31 anos.

Da Rua Barão de Tatuí, moradores acompanham o bloco da janela, enquanto o cortejo segue em direção ao Largo de Santa Cecília. Alguns jogavam água sobre o grupo, fazendo a alegria dos foliões.

 

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