O elo perdido entre os hippies e os coletivistas

Um personagem liga a filosofia hippie dos anos 60 e 70 com as ideias coletivistas do Fora do Eixo nos dias atuais. Seu nome é Claudio Prado, de 70 anos, que foi produtor dos Novos Baianos no período da gravação do clássico Acabou Chorare, época em que o grupo viveu em uma chácara em Jacarepaguá, no Rio.

O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2013 | 02h04

A reportagem pergunta para Prado se ele não acha que jovens que vivem a experiência de vida coletiva podem virar coroas mais conservadores. Baby Consuelo, uma das entusiastas do grupo, por exemplo, se tornou evangélica. Prado garante que não. Ele cita o nome de uma das críticas às práticas coletivistas, que atacou o grupo ferozmente na internet, como a principal candidata a virar "crente". "Ela não entendeu nada do que o Fora do Eixo está propondo."

Prado atuou com Gilberto Gil no Ministério da Cultura. No exílio do ex-ministro e de Caetano Veloso, em Londres, em 1968, serviu de guia dos baianos na capital. Foi também cofundador da Casa da Cultura Digital. Ele definiu os integrantes do Fora do Eixo como geração pós-rancor, festivos como eram os tropicalistas nos anos 1970. / B.P.M.

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