''O dia em que encontrei Paul McCartney''

Patrícia Campos Mello, JORNALISTA DO ''ESTADO''

, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2010 | 00h00

Sir Paul McCartney estava de camiseta clara e bermuda, sem boné nem óculos, e vinha pedalando na bicicleta da frente. Sua namorada, uma morena bonita aparentando uns 45 anos, de boné e bastante maquiagem, estava na bicicleta de trás.

Foi assim, em pleno Parque do Povo, na Vila Olímpia, às 11h, que encontrei o beatle. Eu levava minha cachorra border collie Sarah pela coleira e Sir Paul passou a menos de meio metro. Olhei para uma mulher que caminhava ao meu lado, ela arregalou o olho e dissemos: "É o Paul McCartney!!?"

Olhei para ele, mas Paul não sorriu e pareceu um pouco irritado, com aquela cara de "ai, que saco, fui reconhecido".

Ainda estupefata, peguei o celular na mochila para tirar uma foto. No instante em que eu ergui o BlackBerry, surgiu um segurança, também de bicicleta.

"No pictures!", disse ele, um loiro de uns 50 anos, que vinha seguido por outro segurança de bicicleta. Imagino que havia outros seguranças circulando de bicicleta pelo parque.

"Eu não sou paparazzo, moro aqui do lado, só queria tirar uma foto de longe", disse.

"Por favor, não faça isso. Você vai me deixar muito bravo se fizer isso. Guarde o celular já", continuou, em inglês, sorrindo mas com firmeza, com um sotaque britânico.

Abaixei o BlackBerry, mas ainda não me dei por vencida e tentei novamente. Comecei a andar em direção a Paul, mas o segurança de novo se aproximou e disse: "É sério. Você vai me deixar muito bravo se fizer isso".

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