O CRIME DO LIVRO

Duas mulheres acusadas de ter se passado por pesquisadoras para furtar um livro raro da biblioteca da Faculdade de Belas-Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em fevereiro de 2006, foram denunciadas pelo crime e podem ser condenadas a até oito anos de prisão. O livro furtado é Histoire des Oiseaux du Brésil (História das Aves do Brasil, em francês), de 1852. A polícia ainda não localizou a obra. As duas negam o crime.

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2013 | 02h01

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, Iwaloo Cristina Santana Sakamoto e Verônica da Silva Santos se apresentaram com nomes falsos (Júlia e Fátima, respectivamente) e afirmaram ser pesquisadoras para consultar o livro. Elas saíram da biblioteca sem ser flagradas, com a obra escondida. As duas haviam visitado a biblioteca três vezes antes do furto e foram identificadas por um homem que acompanhou-as em uma das visitas. Ele é acusado de vários furtos em museus e bibliotecas, mas não foi denunciado nesse caso.

O Ministério Público Federal diz ainda que o número do celular de uma delas foi registrado ao lado do nome falso no livro de acesso à biblioteca e uma bibliotecária reconheceu uma das acusadas como a pessoa que consultou a obra pela última vez.

Quem comprar o livro sabendo que é furtado pode ser indiciado por receptação.

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