O crime da leitura labial

Muito Hazard

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2012 | 02h07

Entreouvido em papo dos jogadores do Corinthians após Chelsea 3x1 Monterrey, sobre a tarefa de Alessandro de marcar o ponta esquerda Hazard no domingo: "Azar o dele!"

O sonho acabou

Os velhos hippies estão arrasados! Também, pudera! Depois da aprovação de lei contra a nudez em espaços públicos de São Francisco da Califórnia, morreu Ravi Shankar e a prefeitura de Amsterdã proibiu o uso de maconha nas escolas na cidade.

Novo rei no trono

Desde as histórias mais cabeludas de Michael Jackson, o submundo pop star não produzia notícia tão esquisita quanto este plano descoberto pela polícia americana e divulgado pelo jornal britânico The Independent para capturar, castrar e assassinar o cantor canadense Justin Bieber em troca de uma recompensa de US$ 2.500 por testículo do artista teen.

Pior sem ele

Hugo Chávez escolheu a dedo seu sucessor. O mundo está só esperando Nicolás Maduro tomar posse para morrer de saudades do grande líder bolivariano da Venezuela.

'Bambicitos'

Os jogadores do Tigre perderam a noção do perigo quando chamaram os seguranças do São Paulo de "bambis".

21/12/2012

Enfim, uma boa notícia: faltam

apenas sete dias para o recesso

parlamentar de fim de ano. Melhor que isso, só se o mundo não acabar na data!

"Apertar unzinho", no caso de Ronaldo Fenômeno, pode ser tão somente diminuir um furo no cinto nesta reta final do Medida Certa, do Fantástico, mas, a rigor, não importa que diabos ele quis dizer com isso a Edmundo no final da partida de despedida do goleiro Marcos, no Pacaembu.

Leitura labial é a pior forma de invasão de privacidade de que se tem notícia.

Uma prática que, como toda escuta telefônica, deveria depender de autorização judicial para ser levada a cabo. A não ser na condição de investigado, todo ser humano tem o direito de dizer o que lhe der na telha entre amigos, sem se preocupar com a possibilidade de interpretações ao 'pé da boca' das bobagens típicas da intimidade humana.

Ronaldo poderia ter dito a Edmundo, por exemplo, "e aí, boneca, já tem programa pra hoje?", sem correr riscos de ter os lábios flagrados em falsa proposição de uma noite de sexo com o Animal.

Muito provavelmente, cá pra nós, aquele "e aí, vamos apertar unzinho?" também não quis dizer droga nenhuma que dois parceiros não possam experimentar em suas brincadeiras de moleque.

Criminoso, no caso, é a leitura labial!

Alto lá!

Tem gente na Suíça achando que está na hora de Marcos Valério calar a boca! Se o operador do mensalão resolver contar tudo que ficou sabendo sobre figurões da República, vai acabar entregando por que Paulo Coelho (foto) não vem mais ao Brasil! Já ouviu falar nisso?

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