'O Corpo de Bombeiros é ilibado. Ninguém agiliza nada lá dentro'

A empresária Patrícia Garuti dos Santos, dona da Engepoint, nega as afirmações de testemunha do Ministério Público Estadual (MPE) que acusa o marido dela, o major da Polícia Militar José Francisco Alves dos Santos, de receber propina para agilizar autos de vistoria dos bombeiros para shoppings, como publicado ontem pelo Estado.

Entrevista com

/ A.R. , O Estado de S.Paulo

24 Julho 2012 | 03h03

O que diz sobre as denúncias?

O Corpo de Bombeiros é uma corporação ilibada e fechada. Ninguém agiliza nada lá dentro. São dez, 15, 20 pessoas para assinar uma vistoria.

Por que alguém acusaria seu marido gratuitamente? Sabem que meu marido é major da Polícia Militar. E você tem de perguntar para essa pessoa que na hora da raiva citou não só a minha empresa, como tantas outras que estão no processo do Ministério Público. As pessoas precisam de provas.

Seu marido já foi investigado anteriormente. Por quê? O fato de meu marido ter tido, anos atrás outra denúncia foi por ele ter, à época, sociedade comigo de 1%, o que está previsto pela lei.

A senhora leu o depoimento da testemunha? Recebi o processo. O que ela fala é absurdo. Uma das documentações que vai em anexo para o Ministério Público é a transferência dele, há quase dez anos, para a PM. Como meu marido faria vistoria fardado, se quem faz é o Corpo de Bombeiros (e ele não estava mais lá na época, em 2009)?

Que serviço a Engepoint prestou para o Shopping Pátio Higienópolis? Nosso trabalho é referente ao projeto de sistema de combate a incêndio, que demorou mais de dois anos para ser feito. Trabalho licitamente há 20 anos.

Quanto custou o projeto?

Foram R$ 100 mil para confeccionar todos os projetos. É um valor que, inclusive, está abaixo do mercado. Essa foi uma das minhas brigas, porque achei que estava muito barato.

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