'O comerciante não pode ser o único culpado'

A associação é favorável às novas regras?

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2011 | 03h01

O setor é a favor da lei antiálcool, mas precisa de um tempo maior para se adaptar. O governo não nos ofereceu um prazo suficiente. Além disso, defendemos que o comerciante não seja o único responsável pela venda ou pelo consumo de álcool por menores de idade.

Quais são as principais dificuldades para cumprir a lei?

Há pelo menos dois pontos da legislação que são difíceis de serem fiscalizados: documentos falsificados e clientes maiores de idade que repassam bebidas a amigos com menos de 18 anos sentados na mesma mesa de bar. Como um dono de bar ou restaurante, por exemplo, vai saber identificar um RG falso? Há cópias boas rodando por aí. E como vamos impedir que um maior dê bebida para um menor? A lei diz que podemos até chamar a polícia nesse caso, mas isso pode causar um grande constrangimento.

Qual é a orientação da associação nessa fase inicial?

Nossa posição inicial é aguardar para saber como o setor se comporta nessa primeira fase. Depois vamos nos manifestar. Não se pode punir antes de educar. Os pais também devem participar desse processo. Quem tem filhos adolescentes sabe o quanto é difícil fazer esse controle. A garotada acha que cerveja não é álcool. /A.F.

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