O caos se repete: 3 horas de temporal, 125 pontos de alagamento, 176 resgates

Prefeito Kassab volta a culpar intensidade da chuva, mas especialistas lembram que cena se repete todo verão

, O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2011 | 00h00

Mais uma chuva, mais uma tragédia. A forte tempestade que caiu no Estado de São Paulo entre a noite de segunda-feira e a madrugada de ontem deixou 14 pessoas mortas: 5 em São José dos Campos, 3 em Mauá, 3 na capital, 1 em Embu, 1 em Mogi das Cruzes e outra em Iperó, que até a noite não havia sido contabilizada oficialmente pelos bombeiros. Erros do passado não serviram de lição - como nos anos anteriores, a maioria das vítimas morreu após deslizamentos de encostas. Bombeiros resgataram 176 pessoas e ainda procuram desaparecidos no Estado.

A maior metrópole brasileira amanheceu ontem parada e submersa. De manhã, já haviam sido registrados 125 pontos de alagamento. O rodízio foi suspenso, mas motoristas só souberam disso quase 1h30 depois do início da restrição. No fim da tarde, voltou a chover forte e dez novos pontos de alagamento foram registrados. O prefeito Gilberto Kassab, que em setembro disse que "a cidade está mais bem preparada para as enchentes", culpou exclusivamente a intensidade das chuvas. Para especialistas, no entanto, a água apenas torna visíveis causas históricas e bem conhecidas dos paulistanos, como aumento da impermeabilização do solo, ocupação de encostas e falta de políticas públicas. Para hoje, a previsão é de mais chuva à tarde.

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