O CAFÉ QUE SALVA O PEDESTRE

Ecovias faz ações educativas para evitar mortes na Anchieta e Imigrantes

BRUNO RIBEIRO, WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2013 | 02h03

No ano passado, 80 pessoas morreram em acidentes de trânsito na Via Anchieta e na Rodovia dos Imigrantes. Apesar de ainda representar quase uma morte a cada quatro dias, o número é resultado de uma série de ações para evitar acidentes, principalmente atropelamentos, que costumam ser fatais nas estradas e equivalem a quase 40% das mortes. Em 2011, foram 114 mortes nas duas rodovias - a queda foi de cerca de 30% ante 2012.

"São ações para mudar o hábito das pessoas. Já faz muito anos que temos uma iniciativa chamada Café na Passarela, um programa para atrair os pedestres às passarelas, onde há café da manhã. Passamos a usar atores nesses locais para chamar a atenção das pessoas e ensinar a travessia correta e segura. Quem participa acaba levando isso para casa", diz Ronald Marangon, coordenador do Programa de Redução de Acidentes da Ecovias, concessionária que administra o sistema.

"O alvo são pessoas que usam a via para ir ao trabalho e, muitas vezes, atravessam por baixo da passarela", explica Marangon.

Existe também uma política de redução de velocidades máximas permitidas em trechos mais perigosos das estradas, como a área da Baixada Santista da Imigrantes, que teve o limite reduzido de 80 km/h para 70 km/h em novembro do ano passado. A empresa concessionária afirma que a medida está relacionada com as ações educativas desenvolvidas ao longo das estradas.

A promessa para este ano é melhorar a iluminação das passarelas de pedestres, afirma Ronald Marangon.

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