'O biquíni quebrou e eu pintei o peito com uma estrela prateada'

Embora não tenha sido a primeira madrinha ou rainha de bateria da história do carnaval do Rio (esse posto já existia desde a década de 1970), Monique inovou e causou furor ao desfilar com os seios à mostra. Em seu site, ela descreve seus primeiros desfiles.

O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2014 | 02h06

"Uma vez o Chacrinha perguntou se eu já tinha desfilado numa escola de samba. Como eu nunca tinha saído, ele me disse pra ir à Mocidade Independente. Pensei que eu fosse sair numa ala, não sabia o samba e muito menos o enredo… Tiraram minhas medidas e me pediram para ir com uma sandália prateada. Cheguei mais cedo, não tinha visto ou provado a fantasia. O carnavalesco Fernando Pinto me colocou num biquíni de strass e com apenas uma pluma na cabeça! Me colocaram na frente da bateria.

Eu não tinha ideia da responsabilidade que estava sobre meus ombros. A sandália saía do pé e machucava, eu parava pra consertar o tempo todo.

Ficamos em segundo lugar e tivemos de desfilar novamente, nas campeãs! Levei a maior bronca por causa da letra do samba e da sandália. Mas eu estava em todos os jornais e revistas! Aprendi o samba, comprei uma sandália de passista e assumi o posto de madrinha de bateria. O enredo era Mamãe eu quero Manaus.

No ano seguinte, fomos campeões com Ziriguidum 2001, em 1985. Foi a primeira vez que alguém desfilou sem sutiã. Na hora, uma das estrelas de strass quebrou! Pintei o peito com uma estrela prateada! Em 1986, desfilei com uma fantasia de gato, a mais copiada de todos os tempos. Me despedi da Mocidade com o enredo Tupinicópolis, em 1987."

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