O ''assassinato'' das escolas tradicionais serve à especulação

Que a educação deve ser prioridade já virou clichê. Mas em São Paulo a prioridade para os políticos, independentemente do partido, é atender à especulação imobiliária. Uma prova disso são os assassinatos de colégios tradicionais. Eles estão na mira das construtoras porque constituem as últimas grandes áreas ainda não verticalizadas de bairros saturados, necessárias para os megacondomínios, incentivados pelo Plano Diretor.

Análise: Jorge Eduardo Rubies, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2010 | 00h00

Esses terrenos são muitas vezes os únicos pulmões verdes em regiões edificadas, e seus prédios frequentemente têm interesse arquitetônico e histórico. Faz sentido em uma cidade com milhares de prédios abandonados e vários terrenos vazios no centro? Aposto que nenhum urbanista deixaria de considerar uma aberração o atual modelo de São Paulo. A qualidade de vida se deteriora e os políticos trabalham só em função dos interesses imobiliários. Os perdedores: nós, o meio ambiente, a memória e a beleza da cidade e a educação.

É PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO PRESERVA SP

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