O ano que quase perdeu o humor

Presidenta

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2012 | 02h02

Park Geun-hye, a Dilma Rousseff da Coreia do Sul, tem DNA de pai ditador nos anos 1960! Isso sim que é "herança maldita", né não?

Herança maldita

Por causa de uma vaca louca que morreu no Paraná em 2010 - no governo Lula, portanto -, cinco países proibiram recentemente a importação de carne brasileira.

Nada é pra já!

O prefeito Eduardo Paes já está considerando a possibilidade de "atrasar" a Olimpíada do Rio. Cá pra nós, se acontecer de ficar para 2017, tudo bem, né não?

Não para, não para...

Nos últimos 10 dias, Dilma Rousseff chegou da Rússia, inaugurou um estádio em Fortaleza, outro em Belo Horizonte, um sistema de abastecimento de águas em Caxias do Sul, deu uma passadinha para o Natal no Palácio da Alvorada, mas já está de malas prontas para o réveillon na Bahia. Parece estar fugindo de Brasília, né não?

A que ponto chegamos!

Que diabos leva um paparazzi a passar um dia de sol na praia para fotografar as imperfeições que saltam de frente e de bruços do biquíni de Luiza Brunet? É muita falta de respeito com o Natal, né não?

Mal comparando

O Ibope descobriu que o brasileiro confia mais no STF do que no Congresso. Grandes coisas! O brasileiro confia mais até na CBF do que no Congresso.

A comediante Thelma Reston fechou dia desses a tampa de um ano que só não perdeu inteiramente a graça porque o Verissimo sobreviveu! Nunca antes na história deste País, o humor se destacou tanto no obituário das retrospectivas.

Morreram Chico Anysio, Millôr Fernandes e Ivan Lessa, gênios da raça - ô, raça! -, que em 2012 também ficou sem a verve cômica de Dicró, em abril, e de Thelma Reston, na semana passada.

Assim como o sambista que encarnou fora dos palcos o estereótipo do genro malandro de suas canções, a atriz foi sempre uma comédia ambulante, um parque de diversões para os colegas que desfrutavam de seu convívio.

É célebre entre as histórias de bastidor da vida de Thelma Reston a noite em que chegou a uma festa saudando a todos com um animado "oi, macacada!" e, mudando rapidamente de expressão ao avistar Antônio Pitanga na turma, ainda tentou se corrigir:

"Ô Pitanga, desculpa, eu não tinha te visto aí!"

A gargalhada geral acabou com qualquer possibilidade de um final politicamente correto para a cena.

A atriz merecia uma daquelas charges sendo recebida no céu por Chico, Millôr, Dicró e Ivan Lessa. Que turma!

Basta!

Já está na internet em busca de adesões a campanha "Eu nunca assisti ao clipe da música Gangnam Style, do cantor sul-coreano Psy". É uma reação natural do ser humano à estupidez que transformou essa bobagem no primeiro vídeo da história do YouTube a alcançar a marca de 1 bilhão de

espectadores.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.