Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

O primeiro multiúso revive locação

Prédio de 1935 foi adotado por chef francês

Edison Veiga e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

16 Abril 2017 | 05h00

SÃO PAULO - Se a região central concentra a maior parte das construções paulistanas anteriores aos anos 1960, fica em frente à Praça da República um dos mais interessantes exemplos do período. Inaugurado em 1935, o Edifício Esther foi projetado pelos arquitetos Álvaro Vital Brasil e Adhemar Marinho para ser um espaço de trabalho e moradia. Foi o primeiro prédio residencial de São Paulo a ter apartamentos de vários formatos e tamanhos – tinha desde plantas de um quarto e sem cozinha até apartamentos de cobertura e duplex de três dormitórios. Além de residências, abrigava lojas, escritórios e consultórios em seus dez andares. 

O edifício estava bastante degradado há dez anos, quando o chef de cozinha francês Olivier Anquier se encantou com ele. Adquiriu uma das coberturas, de 400 metros quadrados, pela bagatela de R$ 280 mil. “Não sou especulador, mas certamente vale muito mais hoje”, admite. “Gosto do centro de São Paulo porque, para mim, é o que me lembra Paris.”

Fez uma reforma, entregou as chaves do apartamento – alugado – onde vivia na Vila Madalena, e foi viver no Esther. Três anos atrás, em um movimento que volta às origens multiúso do próprio edifício, decidiu transformar seu apartamento em um restaurante. 

O Esther Rooftop foi inaugurado em agosto e vai tão bem, obrigado, que o francês vai abrir neste semestre uma padaria no térreo do prédio. “Mas sigo morando aqui pertinho. Não quero mais sair da região. Gosto de viver na alma da cidade”, diz, com seu carregado sotaque. 

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