Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

'Nunca falamos que dependentes deixariam de existir num passe de mágica', diz Doria

No domingo, após megaoperação policial, prefeito tinha afirmado que não havia 'possibilidade de a Cracolândia voltar'

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2017 | 16h03

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que no domingo, 21, havia declarado o fim da Cracolândia, na região central, voltou a diferenciar nesta quinta-feira, 25, o uso do termo. "Uma coisa é a Cracolândia como espaço físico, como existia. Outra coisa são os dependentes. Nunca falamos que os dependentes deixariam de existir num passe de mágica. Não há mágica para isso. Há um trabalho contínuo", afirmou.

Doria havia dito, no início da semana, que "não havia possibilidade de a Cracolândia voltar". Mas, nesta quinta, Doria se explicou e disse que se referia aos prédios usados para venda de drogas, e não aos dependentes químicos.

Segundo ele, "a Cracolândia fisicamente são prédios e edificações utilizados por uma facção criminosa". E "outra coisa é a existência de dependentes químicos".

Doria afirmou que há 400 usuários de drogas circulando na região próxima à Cracolândia. A Praça Princesa Isabel é o local que acumula o maior número de dependentes químicos, concentração conhecida como "fluxo".

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