Números mostram violência em um novo patamar

Análise: Marcelo Godoy

O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2012 | 03h11

Mais importante do que exibir o aumento dos homicídios em agosto, os dados divulgados ontem mostram que os assassinatos em São Paulo se consolidaram em novo e estável patamar. O crescimento não se fez em progressão. Mas, principalmente na capital, as mortes deixaram a média mensal de 85 casos em 2011 e chegaram a cem em 2012.

A mudança é suficiente para deixar o Estado acima da linha de uma epidemia - 10 casos por 100 mil habitantes. Para quem acredita que a criminalidade, a exemplo de indicadores econômicos, comporta-se de modo cíclico, o momento seria de identificar ações para combater a crise. Para quem prefere ressaltar a adoção pelo Estado de uma política de enfrentamento às facções criminosas, criando uma espiral de vinganças que vitima policiais e bandidos, os dados seriam consequência dessa escalada e do fim do equilíbrio entre a presença do Estado e o poder do crime.

Mas, qualquer que seja a causa maior do fenômeno, os efeitos das políticas para enfrentá-lo parecem ter alcançado um limite. Caberá aos responsáveis pela Segurança Pública - e eles não são apenas os policiais - achar novas soluções contra uma criminalidade que resiste e parece recobrar forças.

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