Número de sequestros no Estado de SP cai 13% em 2010

Resultado é o 2º menor da década; polícia festeja que menos da metade dos casos terminou com o resgate pago

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2011 | 00h00

O primeiro índice de criminalidade de 2010 fechado pela Polícia Civil mostra uma redução de 13% do total de sequestros no Estado. O ano deve terminar com 73 casos - em 2009 haviam sido 84. Os números da Região Metropolitana de São Paulo foram os responsáveis pela queda, pois no interior a quantidade desse crime permaneceu estável.

O resultado de 2010 é o segundo menor da década (em 2008, houve 59 casos). A polícia comemorou ainda outro fato, que foi o baixo índice de casos que terminou com pagamento de resgate - pouco menos da metade. Foi o que ocorreu com o comerciante Celso de 24 anos. Sequestrado em julho, ele ficou uma semana em um barraco à beira do Rio Tietê, até que policiais da Divisão Antissequestro (DAS) libertaram-no - os bandidos exigiam R$ 3 milhões de resgate.

Quando os resgates foram pagos, o valor médio ficou abaixo de R$ 30 mil. Na capital, a DAS cuidou de 33 casos (38 em 2009). Entre eles está o da jornalista Luciana Barreto Montanhana, de 29 anos. Luciana foi apanhada pelo cabo Rodrigo Domingues Medina, de 34, do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).

Ela saía do Shopping Eldorado, na zona oeste, em seu Captiva, quando foi abordada pelo cabo. À DAS, o PM alegou que cometeu o crime porque precisava do dinheiro para pagar dívidas - ele exigiu R$ 500 mil de resgate.

Pouco depois de dominá-la, o cabo a matou. Ele decidiu estrangulá-la porque ela não parava de falar. O policial foi preso quando tentava receber o resgate.

Fora da capital, houve redução de sequestros na demais cidades da Grande São Paulo. Em 2010 foram registrados 17 casos (23 em 2009) na região. No interior e no litoral, ocorreram 23 (mesmo número de 2009).

Para a cúpula da polícia, o resultado dos sequestros é o primeiro de outros que devem ser positivos em 2010. A expectativa dos policiais é de que o índice de homicídios fique no máximo em 10 casos por 100 mil habitantes, chegando ao menor número da série histórica iniciada em 1996. Os delegados também esperam quedas nos principais crimes contra o patrimônio no Estado, como roubo e furto. Essas ficariam em cerca de 10%. O balanço dos números só deve ser publicado no fim de janeiro pela Secretaria da Segurança Pública.

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