Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Número de roubos de veículos aumenta em São Paulo

Crescimento foi de 13,3% no Estado e 22,9% na capital; também houve aumento no número de crimes de estupro

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

25 Julho 2016 | 18h17
Atualizado 25 Julho 2016 | 22h50

O número de veículos roubados no Estado de São Paulo e na capital paulista cresceu em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Na cidade, a alta foi de 14,3% nos roubos, de 2,5 mil para 2,9 mil casos, e de 22,9% nos furtos, saltando de 3,3 mil registros, em junho de 2015, para 4 mil casos em junho passado. No Estado, os roubos de veículos aumentaram 12,35% e o furtos, 13,3%.

Houve ainda aumento de 19% nos casos de estupro: 811 registros só no mês de junho no Estado, ante 681 casos no mesmo mês de 2015. Os dados são da Secretaria Estadual da Segurança Pública. O titular da pasta, Mágino Alves Barbosa Filho, relacionou o aumento dos casos de roubo a veículos à crise econômica. “O que notamos foi um aumento nos casos de crimes contra o patrimônio”, disse o secretário.

Ao tratar apenas dos casos envolvendo veículos, ele declarou que “estão sendo programadas” ações em desmanches de veículos para localizar receptadores de peças roubadas e, assim, reduzir os roubos. O secretário, no entanto, destacou que, comparando o período dos seis primeiros meses do ano com o primeiro semestre de 2015, o número de roubos de veículos no Estado caiu de 38,9 mil casos, em 2015, para 37,9 mil registros – redução de 2,64%.

Na capital, os roubos em geral, categoria que exclui a subtração de veículos, de bancos e de cargas, teve registro de 1 mil casos a mais na comparação com junho do ano passado. Pulou de 11,8 mil para 12,8 mil crimes, crescimento de 8,9%. Já no Estado, esse delito aumentou de 24,1 mil ocorrências, também em junho de 2015, para 26,5 mil registros neste ano (alta de 9,9%).

Mortes por policiais. O aumento dos roubos acontece mesmo com a polícia registrando número recorde de prisões. Só nos primeiros seis meses do ano, foram detidas 96 mil pessoas no Estado, o maior número para o período desde 2001, início da série histórica. Em relação ao primeiro semestre de 2015, o aumento é de 8%.

Ao mesmo tempo em que o número de prisões cresceu, o de mortes de civis em “razão de intervenção policial” caiu 2,3% no período: ao todo, nos seis primeiros meses do ano, 380 pessoas foram mortas por policiais, na avaliação da secretaria. Nos primeiros seis meses de 2015, foram nove casos a mais. Os dados incluem mortes em confronto com policiais que estavam de serviço de folga.

O período registrou ainda um aumento do número de policiais militares assassinados por criminosos: pulou de oito casos, no primeiro semestre de 2015, para dez ocorrências neste ano, até junho.

Homicídios. A Secretaria Estadual da Segurança também voltou a comemorar queda recorde no número dos registros de assassinatos no Estado. Nas contas da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), a redução desta vez foi de 11,74% no Estado, de 264 para 233 ocorrências. No semestre, a queda acumulada é de 18,11%. Para o governo, São Paulo atingiu a taxa de 8,19 homicídios por 100 mil habitantes, considerada a menor da série histórica.

O secretário da Segurança, no entanto, não soube dizer se, no semestre ou no mês passado, a Polícia Civil reclassificou algum registro de crime como “lesão corporal” ou “morte suspeita” para homicídio, alterando as estatísticas mensais. “Se houver algum caso, será corrigido”, disse o Mágino Alves.

Em março, o Estado mostrou que delegacias de polícia vinham registrando casos de assassinatos como “morte suspeita”. Além de omitir casos de homicídios das estatísticas oficiais, criando uma redução artificial dos registros, a prática fez com que assassinatos deixassem de ser investigados pelos policiais, resultando em impunidade para autores de assassinatos na cidade de São Paulo. 

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