Número de profissionais cresceu 105% apenas em 2011

Não foi só a quantidade de passageiros nos aeroportos que aumentou. Em 2006, a Anac colocou no mercado 597 pilotos de linha aérea. No ano passado, esse número deu um salto de mais de 105% - foram 1,2 mil licenças concedidas. Hoje, a aviação tem 10.924 pilotos brasileiros habilitados para trabalhar em empresas de aviação regular.

O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2012 | 03h03

Sem contar outras categorias de pilotos que também cresceram em proporções enormes. As licenças para piloto privado de helicóptero pularam de 133 em 2007 para 311 no ano passado, somando mais de 3,1 mil profissionais em atividade hoje. A de piloto comercial - para trabalhar em empresas de táxi aéreo, por exemplo - passou de 583 para mais de 15 mil em cinco anos.

A formação de piloto é difícil - exige tempo e dinheiro para investir em horas de voo. É como em uma autoescola: o aluno acumula experiência nas aulas práticas e paga por elas. Cada hora voada em um avião pequeno pode sair por até R$ 350. Um piloto de linha aérea precisa de pelo menos 1.500 horas de experiência.

Desde o ano passado, a Anac passou a distribuir bolsas de estudo em vários aeroclubes do País. "Existe interesse muito grande por essa área, profissionalmente ou não. Hoje um piloto de helicóptero pode ganhar R$ 20 mil por mês em uma empresa. Um de linha aérea, se for piloto doméstico, cerca de R$ 13 mil. São salários muito mais atrativos do que no passado", diz Carlos Pellegrino, da Anac.

Estrangeiros. Essa oferta pode ser enxugada em breve. Em tramitação na Câmara dos Deputados, a nova Lei do Aeronauta pode abrir uma brecha para a contratação de pilotos estrangeiros pelas companhias aéreas - o que aumentaria a concorrência aqui.

De qualquer forma, nem todos os pilotos formados no Brasil são absorvidos pelo mercado nacional. As empresas estrangeiras, principalmente de países pequenos, onde a mão de obra é escassa, passaram a fazer "road shows" no País - a Emirates, dos Emirados Árabes, seleciona pilotos daqui a cada três meses em cidades variadas. A empresa tem mais de cem funcionários brasileiros, entre pilotos e copilotos. / N.C.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.