Número de mortos é revisado para 234

Erro de cálculo foi atribuído ao registro dos nomes feito em papel, o que acabou deixando de fora da listagem oficial três vítimas

LUCAS AZEVEDO, ESPECIAL PARA O ESTADO / SANTA MARIA, O Estado de S.Paulo

30 Janeiro 2013 | 02h07

O Instituto Geral de Perícias revisou para 234 o número de mortos no incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), na madrugada de domingo. O número oficial divulgado era de 231 vítimas. O erro de cálculo foi atribuído ao registro dos nomes dos mortos em papel, o que acabou deixando de fora da listagem oficial três nomes de vítimas que foram identificadas.

"Nós não tínhamos computador, cabo, nada. Tudo foi feito manualmente. Nós contamos 234 corpos e fizemos a identificação de todos, mas em algum momento do processo esses três nomes não entraram na lista oficial", explicou a chefe da Regional de Santa Maria do Instituto Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul, Maria Ângela Zucchetto.

A estrutura de reconhecimento das vítimas foi montada às pressas no Centro Desportivo Municipal da cidade (CDM). Segundo o IGP, mesmo sem a inclusão na lista, os corpos das vítimas foram entregues às famílias.

As correções foram feitas. O nome de Lucas Dias de Oliveira não constava na listagem. O motivo não foi explicado. Já a ausência do nome de Vinícius Marconato Uggeri se deu porque o rapaz foi um dos primeiros a ser periciado, ainda na manhã de domingo. Sua identificação ocorreu no Posto Médico Legal de Santa Maria, fora do CDM, local que centralizou todos os óbitos.

Já uma coincidência de nomes fez com que dois jovens fossem contados como apenas um. Thailan de Oliveira e Thailan Rebhein de Oliveira acabaram identificados no pavilhão do CDM, mas apenas um nome computado.

Feridos. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou ontem que seis feridos no incêndio receberam alta. Com isso, o número de vítimas hospitalizadas passa de 124 para 118:65 estão internadas em Santa Maria e 53 em Porto Alegre.

Desse total, 75 pessoas estão em estado crítico, com risco de morte, sendo que 20 têm queimaduras graves. Apesar do quadro, o ministro comemorou a ausência de novos falecimentos. "Em uma tragédia como essa, conseguir 54 horas sem mortes é muito bom, muito importante", disse.

Padilha garantiu que a Força Nacional do SUS irá reforçar o atendimento aos pacientes atingidos pelo incêndio na boate e aos familiares dos mortos.

Uma força tarefa organizada pela Anvisa recebeu ontem as doações em pele humana e de membrana amniótica doadas pelos governos da Argentina e do Uruguai para socorrer as vítimas do incêndio. A pele e a membrana são empregadas para recuperar partes do corpo atingidas pelas chamas.

A doação encaminhada de Buenos Aires entrou pelo aeroporto da capital gaúcha às 14h e foi liberada pela Anvisa às 15h, para seguir aos hospitais onde estão internados os sobreviventes da tragédia. A carga vinda de Montevidéu desembarcou no mesmo aeroporto, o Salgado Filho, às 21h, e recebeu a liberação da Agência às 21h40. / COLABOROU TÁSSIA KASTNER

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