Número de mortes de mulheres motociclistas dobra em 5 anos

Índice aumentou 31 vezes em 15 anos e em 2010 chegou a 139 casos; homens, no entanto, ainda são maioria

O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2012 | 03h04

A quantidade de mulheres mortas em acidentes de motocicletas no Estado de São Paulo está crescendo em velocidade muito superior à dos homens, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados ontem. De 2005 a 2010, o número dobrou. E, nos últimos 15 anos, aumentou 31 vezes.

O total de mulheres mortas ainda é pequeno se comparado ao total de homens, segundo as informações do ministério. Em 2010, por exemplo, foram 1.388 homens mortos em acidentes de motos, contra 139 mulheres. Mas em 1996 (dado mais antigo) houve registro de apenas três mulheres mortas no Estado por causa desse tipo de acidente, contra 61 homens.

Os números de São Paulo seguem tendência do que ocorre em todo o Sudeste: o total de mortes dobrou nos últimos cinco anos (de 1.652 para 3.005 ocorrências) e a velocidade do crescimento de mortes de mulheres foi maior do que o dos homens (98% de aumento para elas, contra 80% de aumento entre eles).

Já no País todo, contando os dois sexos, o aumento das mortes de motociclistas entre 2005 e 2010 foi de 72% (de 5.974 para 10.279) nos últimos cinco anos.

Para o presidente do Centro de Defesa das Vítimas do Trânsito (CDVT), Lúcio Machado, há uma agravante para as mulheres vítimas de acidentes. "Elas têm mais dificuldade de mudar de profissão. Então, as que ficam com sequelas dificilmente conseguem voltar ao mercado de trabalho." Embora não tenha números sobre pessoas feridas, Machado afirma que, há dois anos, não havia mulheres entre as pessoas atendidas pelo centro. "Agora temos duas." / B.R.

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