Número de detidos é quase o dobro do total de internados

O número de prisões feitas pelas Polícias Civil e Militar, além da Guarda Civil Metropolitana, já é quase o dobro da quantidade de usuários de crack internados para tratamento. De acordo com o balanço da operação, são 195 presos ou capturados, contra 106 pessoas encaminhadas para internação.

O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2012 | 03h02

Os números levam a Polícia Militar a comemorar. "A cracolândia está com os dias contados", afirma o coronel Wagner Rodrigues, responsável pelo policiamento na região central.

A estimativa inicial da polícia era de que havia apenas 400 pessoas na cracolândia. Porém, só entre presos e internados já há mais de 300. E as ruas das regiões da Luz, Santa Cecília e Santa Ifigênia continuam com grande concentração de pessoas consumindo crack.

O promotor Maurício Ribeiro Lopes afirma que o número foi subestimado. "Querem fechar em 400 ou 500 pessoas que precisam de ajuda, quando, na verdade, podem ser até 4 mil." Ele fez uma comparação com futebol: "É um resumo da cracolândia. Em vez de enfrentar o Barcelona, vão jogar contra o juvenil do time catalão".

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