Número de atropelamentos cai, mas um pedestre ainda morre por dia em SP

Em janeiro e fevereiro, 61 pessoas perderam a vida atropeladas, ante 97 no mesmo período ano passado; Prefeitura promete 'redobrar' fiscalização

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

10 Maio 2013 | 11h49

SÃO PAULO - A cidade de São Paulo registrou uma morte de pedestre por dia, em média, nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. Estatísticas da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgadas nesta sexta-feira, 10, mostram que 61 pessoas perderam a vida atropeladas na capital. O número é menor do que o verificado no mesmo período de 2012, quando houve 97 óbitos. A gestão Fernando Haddad (PT) promete redobrar a fiscalização de condutores que não respeitam os pedestres.

A quantidade também é a menor desde 2005, quando esse tipo de pesquisa teve início na cidade. A Prefeitura atribui a queda ao Programa de Proteção ao Pedestre, que completa dois anos neste sábado, 11.

No trânsito em geral, morreram no primeiro bimestre deste ano 146 pessoas nas vias paulistanas. Depois dos pedestres, as maiores vítimas fatais são os motociclistas: 46 deles morreram no período. Em seguida, aparecem motoristas ou passageiros de automóveis (37 mortes) e ciclistas, com duas mortes (veja tabela abaixo).

Esse é o menor patamar de mortes no trânsito paulistano desde 2005 - quando, nos dois meses iniciais do ano, 206 pessoas perderam a vida de algum modo nas vias da capital. Em janeiro e fevereiro do ano passado, morreram 216, ante 231 em 2011 e 211 em 2010.

Andando a pé. Na capital inteira, houve baixa de 20,4% no número de mortes por atropelamento no período correspondente a parte do segundo ano do programa. A comparação é com o ano anterior ao lançamento da campanha. Segundo a CET, entre 11 de maio de 2010 e 28 de fevereiro de 2011, foram registradas 506 mortes de pedestres na cidade. Já de 11 de maio de 2012 a 28 de fevereiro de 2013, 403 pessoas morreram atropeladas e mortas na capital paulista.

Tomando-se o centro da cidade isoladamente, onde foi implantada, em 2011, a primeira Zona Máxima de Proteção ao Pedestre (ZMPP), os óbitos de quem anda a pé na rua caíram 44,1% na comparação destes dois períodos. No primeiro, antes da campanha, houve 34 mortes, ante 19 neste ano.

Mais fiscalização. A Secretaria Municipal dos Transportes informou que, a partir de segunda-feira, 13, irá "redobrar" a fiscalização às infrações que versam sobre o respeito aos pedestres, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O maior rigor na fiscalização começou em 8 de agosto de 2011.

De lá até o último dia 31 de março, foram aplicadas 554.573 multas, das quais 15,3% (85.130) foram por deixar de dar preferência ao pedestre.

De acordo com a CET, a partir de segunda-feira, 1.854 marronzinhos que foram "reciclados" para essa atividade passarão a ficar "dedicados exclusivamente num período do turno diário para observar se os motorsitas estão respeitando" o direito dos pedestres no trânsito.

Respeito à faixa. Ainda segundo o órgão de trânsito, uma pesquisa mostra que 83,3% dos pedestres atravessam na faixa a eles destinada. Contudo, um em cada quatro faz isso se distraindo com o telefone celular enquanto caminha.

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