Novos prédios vão cada vez mais para áreas periféricas

Para Luiz Paulo Pompeia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), os dados do primeiro semestre deste ano ainda não são conclusivos para afirmar que bairros saturados de São Paulo estão perdendo valor de mercado. Ainda assim, ele afirma que a tendência deve ocorrer em pontos da capital. "Isso ocorre pelo crescimento do bairro, os preços chegam num teto, e aí tem algumas correções do valor do metro quadrado", diz Pompeia.

Rodrigo Brancatelli e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2011 | 00h00

Outro comportamento que também deve ocorrer cada vez mais em São Paulo é o mercado imobiliário procurar áreas mais periféricas, ao lado de bairros saturados, e cada vez mais longe do centro expandido. "Isso já ocorreu no passado", diz. "Quando Higienópolis ficou cheio e os preços acabaram ficando caros demais, o mercado foi para Perdizes, que estava ali do lado e contava com terrenos vagos e possibilidade de crescimento. O mesmo ocorre hoje na Penha. Quem antes investia na zona leste em bairros como Mooca e Anália Franco está indo mais longe. É um processo natural.

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