Novos corredores de ônibus serão liberados, diz presidente do TCM

Prefeitura prevê início da obra em 2015; conselheiro que barrou 15 projetos da atual gestão alega insuficiência de recursos

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2014 | 03h00

Atualizado às 11h40

SÃO PAULO - Presidente do Tribunal de Contas do Município (TCM) e responsável por analisar os projetos da Prefeitura na área de Transportes, o conselheiro Edson Simões barrou 15 concorrências da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), das quais seis já foram liberadas. Há 17 anos na Corte, Simões, que também é professor de Geografia e autor de mais de dez livros, argumenta que suas decisões são puramente técnicas e aponta a insuficiência de recursos do governo para executar parte das propostas apresentadas à população.

Questionado sobre o fato de manter suspensa a licitação para a construção de 126 quilômetros de corredores de ônibus, prioridade máxima do governo petista, Simões diz que “o problema anterior estava ligado à falta de comprovação orçamentária e do projeto básico”. Mas adiantou ao Estado, em entrevista exclusiva, que a concorrência está prestes a ser liberada. O governo fez um replanejamento e desistiu dos corredores da Celso Garcia e da 23 de Maio. Nesta terça-feira, 21, a Prefeitura informou que a liberação permitirá iniciar as obras em 2015.

“Está faltando a comprovação dos elementos que demonstrem o orçamento (para a obra dos corredores)” disse Simões. Ele, porém, lembrou que, após a Prefeitura ter reduzido de R$ 4,7 bilhões para cerca de R$ 2 bilhões o projeto dos corredores, no fim de setembro, a proposta passou a ter viabilidade econômica.

A Caixa Econômica Federal informou que está fazendo a análise técnica da proposta apresentada pela gestão Haddad. “Após concluída, os desembolsos dos recursos serão efetuados mediante a apresentação dos boletins de medição (das obras) da Prefeitura.”

Simões também liberou a licitação do plano viário da zona sul, orçado em R$ 1,8 bilhão e com previsão de duplicar as principais avenidas da periferia, como a M’Boi Mirim, a Carlos Caldeira e a Belmira Marin.

Câmeras. Mas o conselheiro ainda espera esclarecimentos do governo para liberar a licitação destinada à compra de 434 câmeras para uma central da CET e outra para a aquisição de 300 radares previstos para serem instalados nos ônibus, com o objetivo de flagrar motoristas que invadem as faixas exclusivas dos coletivos. 

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