Novo terminal de Cumbica terá hotel com 250 quartos

Construção ficará antes da imigração e servirá os passageiros internacionais em conexão; outros 2 serão erguidos nas redondezas

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2012 | 03h06

Para a Copa, o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, vai ganhar mais três hotéis - um deles dentro do futuro Terminal 3, que ficará pronto em maio de 2014. Com 250 quartos, vai ficar dentro da área restrita, antes da imigração, e servirá os passageiros internacionais em conexão que precisem pernoitar para pegar o voo seguinte.

Outros dois hotéis serão construídos no entorno do aeroporto - abertos para qualquer pessoa, não só passageiros - e todos serão operados por bandeiras internacionais, ainda não definidas. Ficarão mais perto dos terminais que os hotéis já existentes nos arredores do aeroporto: Caesar, Marriot e Matiz.

Dentro de Cumbica hoje existem apenas "mini-hotéis": são duas unidades Fast Sleep, uma em cada terminal, com 54 cabines de 4 m² próprias para cochilos rápidos, além de seis suítes. A primeira hora nas cabines custa R$ 70. Os banheiros são compartilhados. O Fast Sleep atende uma média de 4,4 mil pessoas por mês.

Concessão. Os próximos 90 dias serão os últimos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) na operação do aeroporto - e já sob supervisão da Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos, novos donos de Cumbica.

A concessionária é formada pela Invepar, que controla o metrô do Rio, e pela ACSA, que opera aeroportos de Mumbai, na Índia, e de Johannesburgo, na África do Sul.

Passados os três meses, a concessionária passará a administrar o aeroporto sob supervisão da Infraero por mais 90 dias. Só então a estatal passa o bastão para a iniciativa privada pelos próximos 20 anos, conforme regras previstas no edital da concessão.

Fingers. Até a Copa, o Terminal estará pronto, com capacidade para 12 milhões de passageiros por ano - no aeroporto inteiro, a capacidade sobe para 40 milhões de pessoas anualmente. A concessionária espera receber 38 milhões no ano da Copa. Ou seja: pela primeira vez em anos, Guarulhos poderá operar com uma folga de 2 milhões de passageiros.

Aos poucos, o Terminal 3 - que funcionará só para viagens internacionais - será ampliado. Na primeira fase (2014), ganhará mais 32 posições de aeronave - 22 fingers e 10 remotas.

Em 20 anos, Cumbica terá no total 111 "vagas" de aviões, mais do que o dobro do número atual (51). A falta de fingers e posições remotas é apontada por especialistas como o maior gargalo do aeroporto, grande responsável pelos atrasos de voos.

Tecnologia. "O Terminal 3 será o estado da arte em termos de tecnologia", disse o presidente do consórcio, Antônio Miguel Marques. Saem de cena os funcionários na entrada do embarque, conferindo com uma maquininha os cartões de embarque de cada um. O serviço será feito por máquinas ou catracas, como no metrô de São Paulo - se o passageiro estiver no embarque errado, por exemplo, o código de barras não passará.

A depender de negociação com as companhias aéreas, o passageiro também vai poder, além de fazer check-in no totem, imprimir na mesma máquina suas etiquetas de bagagem e despachá-las sozinho, colocando-as em uma esteira. Isso já existe no Aeroporto de Sydney e em terminais europeus e é um meio de eliminar filas.

Segundo uma classificação de nível de conforto da International Air Transport Association (Iata), Guarulhos hoje é nível C (regular). "Na Copa, seremos nível A", garante Marques.

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