Novo semáforo confunde pedestres

Sem agentes para orientar as pessoas nem respeito por parte dos motoristas, o primeiro semáforo da cidade reprogramado para aumentar o tempo de alerta para o pedestre fez exatamente o oposto do que se propunha: no lugar de trazer mais conforto durante a travessia, assustou os usuários, que correram mais para completar a caminhada até o outro lado da rua.

O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2011 | 09h31

O modelo que passa por testes fica no cruzamento da Avenida Juscelino Kubitschek, no Itaim-Bibi, zona oeste, com a Avenida Professor Geraldo Ataliba. Lá, o semáforo que antes ficava oito segundos com a luz verde acesa e cinco com o vermelho piscante antes de fechar foi reprogramado para ficar quatro no verde e oito no vermelho piscante.

"Esse farol é mais rápido do que os outros. Você mal começa a andar e ele já fecha. Então, a gente tem de correr, mesmo. Eu me sinto prejudicado, porque estou com a perna machucada", diz o analista de suporte Adriano Couto, de 28 anos, que trabalha na Juscelino. Pelo fato de não haver agentes de orientação, ele achou que a entrada em ação do sinal vermelho piscante não significa mais que o semáforo vai fechar, mas que não é mais para outras pessoas começarem a travessia.

Outra falha foi que, durante 30 minutos em que a reportagem esteve ali, um carro e duas motos não respeitaram o sinal liberado para o pedestre e avançaram com os veículos.

A CET informa que fez pesquisas com usuários na manhã de ontem e que continuará os trabalhos hoje. Em nota, disse ainda que vai "avaliar se haverá necessidade de reforço no esclarecimento da medida". / BRUNO RIBEIRO

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