Novo secretário da Segurança Pública defende continuidade de política atual

Ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Fernando Grella afirmou, porém, que pretende integrar polícias e dar mais transparência à pasta

22 de novembro de 2012 | 12h46

SÃO PAULO - Ao  tomar posse nesta quinta-feira, 22, o novo secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, afirmou que dará continuidade à política que já vinha sendo adotada pelo antecessor, Antonio Ferreira Pinto. Ele elogiou o trabalho do ex-secretário, alvo de críticas do governo federal, mas pontuou algumas mudanças que pretende fazer em sua gestão, como dar maior transparência à pasta, permitir maior participação da sociedade civil organizada e promover a integração das polícias civil, militar e científica.

"A missão confiada pelo governador não é outra senão aplicar inovações a esse programa em desenvolvimento. Novas formas de atuação exigidas pelo momento atual", resumiu Grella. Ele apontou a valorização dos policiais como uma herança positiva e afirmou que a passagem de Ferreira Pinto, a despeito do surto recente no número de homicídios,  produziu em São Paulo resultados "altamente positivos" na última década.

Apesar de afastar a possibilidade de uma ruptura drástica na secretaria sob seu comando, Grella, ex-procurador-geral do Estado, defendeu maior integração com outros instituições do País na área de segurança - depois de diversas trocas de farpas entre Ferreira Pinto e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, os dois governos criaram, no dia 6, uma agência de atuação conjunta.

O novo titular da pasta defendeu também o planejamento, o uso da inteligência policial no combate ao crime e o respeito aos direitos humanos.

"É preciso desfazer a noção equivocada de que o combate firme ao crime e o respeito aos direitos humanos são excludentes: não o são. Não se pode tolerar a omissão do Estado, mas não se pode aceitar, sob qualquer fundamento, a violação dos direitos fundamentais e das liberdades públicas."

Estatísticas. No dia da queda do secretário Antonio Ferreira Pinto, o governo do Estado antecipou, pela primeira vez, a divulgação de estatísticas mensais e revelou um aumento de 92,3% nos homicídios na capital no mês de outubro, em relação ao mesmo mês do ano passado, com 150 casos e 176 mortos. No acumulado do ano, 1.157 foram assassinadas, mais do que em 2011 inteiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.