Novo RG de SP terá banco de digitais

O governo de São Paulo lançou ontem o novo modelo de cédula de identidade digitalizada, que tem nove itens de segurança para evitar fraudes. O formato do documento, segundo a Secretaria da Segurança Pública, também permitirá a construção de um banco de dados de impressões digitais, o que ajuda nas investigações da polícia.

Victor Vieira, O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2014 | 02h07

Para formar o repositório de impressões, será feito o cadastramento imediato dos 212 mil presos no Estado e os 8,9 mil internos da Fundação Casa. "Com esse banco de dados, teremos vestígios de impressões digitais para esclarecer o crime", explicou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ontem, no lançamento do RG. Também serão priorizados os registros de policiais civis e militares, além de alunos da rede estadual.

Outra vantagem é a eficiência na identificação. Além da foto, o RG tem um código impresso no verso, o QR Code, que armazenará dados como nome e data de nascimento. Policiais usarão smartphones para conferir as informações da cédula.

A emissão dos documentos também deve ficar mais veloz. A expectativa é de que, dentro de dois anos, o sistema imprima os RGs em 24 horas na capital e na Região Metropolitana e em dez dias no interior. Hoje pode levar oito dias na Grande São Paulo e até dois meses nas outras cidades. O custo de produção do RG para o Estado cairá de R$ 35 para R$ 9,69. Para o cidadão, a primeira via é de graça e a segunda custará R$ 30,21.

A identidade antiga continua válida. Recebem a nova versão aqueles que fazem o primeiro RG ou segunda via. Já emitem a nova cédula a central do Instituto de Identificação, na capital, e dez postos no interior. Na próxima quinzena o Poupatempo da Luz prestará o serviço. Até novembro, todos as carteiras serão feitas no novo formato.

Dados. Para o coronel reformado José Vicente Silva Filho, especialista em segurança, São Paulo estava atrasado no uso de bancos de dados. "Vários Estados, como Rio e Pernambuco, estão mais adiantados nesse processo", disse.

O projeto de carteira de identidade nacional com chip, lançado pelo governo federal em 2010, continua parado. O Ministério da Justiça informou que não há prazo para entrar em vigor.

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