Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE

Novo Hotel Ca’d’Oro terá prédio de 28 andares, 18 deles de escritórios

Desativado há dez meses, local será parcialmente demolido para reforma e terá uso misto, dividido entre salas comerciais e quartos de hotel

Paulo Saldaña - O Estado de S. Paulo,

16 Outubro 2010 | 08h59

O esqueleto do primeiro hotel cinco-estrelas de São Paulo, o Ca’d’Oro, na Rua Augusta, centro da cidade, vai ser parcialmente demolido para dar lugar a uma nova torre de 28 andares. O prédio, em fase de aprovação na Prefeitura, será de uso misto, com quartos de hotel e salas comerciais.

 

O novo espigão deve continuar com a bandeira Ca’d’Oro, um dos últimos hotéis familiares do País. Desde a desativação, há cerca de dez meses, a informação dos proprietários era de que o hotel seria renovado para atender ao fluxo turístico da Copa do Mundo de 2014. "Com certeza estaremos prontos antes dos estádios", diz Aurélio Guzzoni, neto do fundador do Ca’d’Oro, o italiano Fabrizio Guzzoni.

 

Os herdeiros não deram detalhes sobre o empreendimento, mas confirmaram que a incorporadora Brookfield, que desenhou o projeto, entrou como parceira da família. A reportagem procurou a empresa, que não comentou sobre a obra.

 

De acordo com a planta do projeto analisada pela Câmara Técnica de Legislação Urbanística da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, a torre vai abrigar 549 unidades: 153 direcionadas a quartos de hotel e 396 para escritórios. As salas comerciais serão abrigadas nos 18 primeiros andares, ficando o restante para o hotel.

 

O modelo misto é considerado tendência. "Ter uma construção de escritórios, serviços e hotéis no mesmo lugar é importante porque o hóspede acaba fomentando os negócios, além de viver outras experiências e compartilhar espaços", afirma Toni Sando, diretor da São Paulo Convention & Visitors Bureau.

 

A planta já foi encaminhada para o departamento de aprovações da Secretaria de Habitação e deve ser analisada na próxima semana. Ainda não há prazos para a demolição e a inauguração nem previsão de custos. A informação é de que parte do complexo será demolida e outra parte da estrutura, reaproveitada.

 

Impacto. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) analisa a proposta de polo gerador de tráfego que integra o projeto. O movimento atual na área, entretanto, é considerado baixo pelos técnicos da companhia. No trecho da Rua Augusta entre as Ruas Caio Prado e João Guimarães Rosa, no horário de pico da manhã, registra-se média de 300 veículos por hora no sentido bairro (Avenida Paulista) e 150 veículos no sentido centro. Isso significa que nas quatro horas do pico matutino passam nesse quarteirão aproximadamente 1,2 mil veículos no sentido bairro e a metade, 600, para o centro.

 

Depois de anos de abandono e de descaso, o novo prédio surgirá agora na esteira de um processo de revitalização do centro da capital paulista. Atualmente, já existem cerca de dez lançamentos residenciais na região do Baixo Augusta. / COLABOROU EDUARDO REINA

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