Novo cartão de Zona Azul começa a ser vendido em São Paulo

Folhas são mais seguras e podem ser rastreadas, com isso, CET pretende acabar com as fraudes no sistema

Laís Cattassini, do Jornal da Tarde,

12 Janeiro 2009 | 11h59

A partir desta segunda-feira, 12, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começa a implantar as novas folhas de Zona Azul, mais seguras e possíveis de serem rastreadas. Com marca d'água visível se observado contra a luz, o novo cartão é impresso com tinta antifraude e traz a inscrição "CET autêntico". Os antigos talões valerão por quatro meses.   O talão também possui outros itens que ajudam no combate às fraudes, como registro coincidente, quando visto contra a luz, as imagens devem coincidir; marca d'água; fita holográfica em alto brilho com a inscrição "CET autêntico"; e é impresso com tinta antifraude sensível a abrasão e solúveis a qualquer reagente.   O modelo de talão antigo terá validade por um período de 120 dias. Nos 60 dias subsequentes ao lançamento da campanha, a CET dará prosseguimento ao procedimento de troca dos talões em seus pontos oficiais de venda.   Ao término dos 120 dias, quando o talão antigo perderá sua validade de uso, os usuários ainda poderão trocá-los na própria CET. Essa medida garante que nenhum usuário perca o direito de utilizar o talão adquirido anteriormente.   Praça Charles Miller   No domingo, flanelinhas cobram R$ 3 por um cartão da Zona Azul que custa R$ 1,80 em locais credenciados, para estacionamento na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, na zona oeste da capital. O cartão passou a ser obrigatório também nos fins de semana, das 9 às 18 horas. O local tem espaço para mais de 500 carros e é monitorado pela CET de segunda a sexta-feira.   O movimento de veículos na praça, segundo flanelinhas e fiscais da CET, aumentou nos fins de semana em razão do Museu do Futebol. A obrigatoriedade dos cartões permite a rotatividade das vagas. "É um mal necessário. Garante mais vagas para quem vem visitar o museu", declara o publicitário Rocir Souto, de 31 anos, que visitava a exposição ontem.   Para os flanelinhas a competição aumentou. "Tem muito mais gente trabalhando agora. Com a Zona Azul a gente ganha mais. Isso ajuda muitas famílias", explica Carlos Rodrigues da Silva, de 17 anos. Ele vende o cartão, que compra a R$ 1,80, por R$ 3, garantindo um lucro de R$ 1,20. Pelo menos dez pessoas trabalham no local, que é monitorado por dois fiscais da CET diariamente.   Fiscais informaram que autuações quanto à utilização do cartão são raras. Acostumados, os usuários não reclamam da obrigatoriedade, que garante a permanência do veículo por três horas. "Acho que é tempo o suficiente para visitar o museu", diz a arquiteta Sabrina Gross, de 30 anos.   Para os estudantes que frequentam a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e outros estabelecimentos de ensino na região, a CET recomenda que utilizem o cartão do estudante. O documento permite o estacionamento durante o período de aula mediante pagamento mensal, com desconto. As secretarias das escolas têm mais informações.  

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