Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Novo ato do MPL deve bloquear Radial nesta terça-feira

PM diz que empregará as mesmas técnicas usadas na manifestação de sexta-feira, dispersada após confronto com black blocs

Bruno Ribeiro, Diego Zanchetta e Edgar Maciel, O Estado de S. Paulo

19 Janeiro 2015 | 21h42

O Movimento Passe Livre (MPL) deve bloquear nesta terça-feira, 20, a Radial Leste, no horário de pico da tarde, como estratégia do terceiro protesto contra a tarifa de São Paulo a R$ 3,50. Já a Polícia Militar afirma que vai empregar as mesmas técnicas usadas na manifestação de sexta-feira, dispersada após confronto com black blocs - da mesma forma que havia ocorrido no ato da semana anterior. 

Segundo Luize Tavares, uma das porta-vozes do MPL, o movimento só aceita parar os protestos se o aumento de R$ 3 para R$ 3,50 na tarifa de ônibus, trens e metrô for revogada pelo prefeito Fernando Haddad (PT) e pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). “O povo nas ruas é quem vai decidir o trajeto, em assembleia, mas a Radial é uma opção”, garante.

Durante a semana, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), protagonista dos protestos realizados em São Paulo durante 2014, também reiterou apoio ao MPL. Um “panelaço” foi marcado pelos sem-teto para a quinta-feira na região central, com participação de moradores de ocupações da capital e de Taboão da Serra. Cerca de 5 mil moradores em 60 prédios estão sendo convocados para dar apoio ao Passe Livre nas manifestações. Para sexta-feira, o MPL já anunciou um novo ato - em local ainda não definido.

“A zona leste vai ser o campo central para levarmos as manifestações para a periferia. É uma região carente de transporte e de serviços públicos e, se tivermos o trabalhador do lado do MPL, teremos mais chances de pressionar o prefeito”, disse Marcelo Hotimsky, um dos líderes do movimento.

Nas redes sociais, líderes dos protestos estão disseminando vídeos que mostram a PM atirando bombas contra os manifestantes na frente da Prefeitura, na passeata de sexta-feira. O MTST também tem criticado a postura dos policiais nas duas primeiras manifestações. “A nossa intenção é ajudar nesses protestos. A Copa do Povo foi ocupada em Itaquera e até agora sofre com falta de transporte público. É uma pauta irmã da nossa causa e merece todo o apoio”, afirmou Sérgio Moreira Lima, integrante do MTST.

A última grande manifestação violenta na zona leste ocorreu no dia da abertura da Copa do Mundo, em junho. “A PM esclarece que o planejamento operacional foi feito de forma a adequar o emprego de efetivo às peculiaridades da região, visto que as técnicas empregadas serão aquelas já utilizadas em outras manifestações”, disse a corporação, em nota oficial.

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