Novo aparelho vai ampliar volume de análise

Equipamento comprado pela polícia multiplica por seis a capacidade de teste de sangue de vítimas ou suspeitos

O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2012 | 03h03

Um aparelho que detecta a quantidade exata de substâncias presentes no sangue e na urina, sem destruir esses líquidos, vai começar a ser usado a partir do mês que vem pela Polícia Científica. A expectativa da Secretaria de Estado da Segurança Pública é de que a máquina multiplique por seis a capacidade de análise desses materiais no Estado.

Atualmente, segundo a secretaria, os peritos demoram cinco horas e meia para analisar 50 materiais do tipo. Com o novo aparelho, serão 330 análises no mesmo período de tempo.

Segundo o diretor do Instituto Médico-Legal de São Paulo, Roberto Souza Camargo, a vantagem do equipamento é que, com ele, a triagem do material a ser analisado é mais rápida. "Ele identifica 14 grupos de fármacos (as substâncias químicas a serem descobertas no sangue ou na urina). Com o resultado, passamos para a análise específica para o tipo de fármaco encontrado. Quantos grupos de cocaína existem? São vários. Quando é identificada a cocaína, passamos para análise, com outros esquipamentos, apenas para o grupo da cocaína", explica.

Um exemplo prático, segundo a Secretaria da Segurança, é o caso da morte do lutador Ryan Gracie, ocorrida em dezembro de 2007 - ele morreu após ser preso, e a suspeita era de que a morte teria sido causada por um coquetel de medicamentos ministrado por um médico. O laudo que apontou a mistura de remédios e cocaína no sangue dele só ficou pronto em fevereiro do ano seguinte.

O equipamento, chamado Randox, é importado da Irlanda. Há apenas 40 máquinas do tipo no mundo todo - será a primeira no Brasil. / B.R.

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