Novela fez procura pela região avançar 45%

Capadócia tem cenários famosos e um pacote turístico custa a partir de R$ 4 mil

Bruno Ribeiro, Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2013 | 02h00

Os passeios de balão na Capadócia ganharam força na última década com o aumento de turistas no país - sobretudo brasileiros. Segundo a Direção-Geral de Aviação Civil da Turquia, o número de balões voando na região mais do que quadruplicou em dez anos.

Em 2002, seis empresas e 31 balões tinham registro para voar na Capadócia. No ano passado, saltou para 20 empresas e 140 balões. Estima-se que cerca de 1,4 mil pessoas trabalhem na atividade.

Em 2010, São Paulo começou a ter voos diretos para Istambul, mas a procura pela Turquia como destino turístico aumentou mesmo por causa da novela Salve Jorge, de Glória Perez, na TV Globo, que terminou na sexta-feira passada.

Números do Ministério do Turismo da Turquia mostram que o fluxo de brasileiros naquele país cresceu 45% na comparação entre dezembro de 2011 e dezembro do ano passado - quando a novela já estava no ar. Antes disso, os números eram pouco expressivos.

Uma pesquisa do site Hoteis.com feita no começo da novela, em outubro do ano passado, mostrou que a procura por hotéis em Istambul havia subido 66% na primeira semana de exibição. A CVC, maior operadora de turismo do Brasil, também registrou aumento na procura por pacotes para o país, que custam a partir de R$ 4 mil.

A região da Capadócia é famosa pelas formações geológicas e as viagens de balão são uma das formas mais populares de ver a paisagem. O passeio está sujeito às boas condições meteorológicas. Um voo simples de até uma hora custa 160 euros (cerca de R$ 418), mas há opções mais caras, de maior duração.

A capacidade dos balões também varia. Nos passeios mais exclusivos, viajam apenas dois ou quatro passageiros.

O operador de turismo Adriano Carlos Rodrigues, de 36 anos, que trabalha em uma agência da zona oeste da cidade, confirma o aumento do interesse pela região por causa da novela. "Além do balão, as pessoas também fazem caminhadas, esportes radicais." / BRUNO RIBEIRO e NATALY COSTA

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