Helvio Romero/Estadão
Dodi Tarabay, de 7 anos, acompanha o pai na atividade de aquarista Helvio Romero/Estadão

Novato deve usar reservatório mediano e espécies de água doce

Gastos podem variar de R$ 100 a R$ 50 mil. Os aquários de água salgada são os mais caros - e de difícil manutenção

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2019 | 03h00

Para os novatos no aquarismo, especialistas não recomendam aquários muito pequenos, pela dificuldade de manter a temperatura e o pH da água. O ideal é começar com um aquário de pelo menos 100 litros - e manter a temperatura da água com 27º C, em média, e o Ph entre 6,7 a 7,0.

Para criar um hábitat adequado, é recomendável comprar vegetação natural, troncos e tocas e cascalho de rio. Também é necessária a instalação de um filtro de água. Depois da montagem, é preciso esperar cerca de 40 dias para o ambiente do aquário se tornar adequado para a sobrevivência dos peixes.

“Só depois é aconselhável introduzir peixes e de forma segmentada: primeiro entram os peixes de fundo (que habitam o fundo do aquário) e após uma semana os de meia água. Isso se faz necessário porque existe um ciclo extremamente importante na biologia aquática que se chama ciclo do azoto, ou seja, é o momento que o aquário ganha a vida e fica pronto para fazer toda a reciclagem dos dejetos que irão aparecer dos peixes, sobra de alimentação, etc...”, explicou o aquarista Sandro Tarabay. 

Os gastos com um aquário podem variar de R$ 100 a R$ 50 mil. Os mais caros são os de água salgada - os mais complicados em termos de manutenção. No caso do aquário de água salgada, o desafio é a reprodução do ambiente adequado. As espécies de água doce costumam ser mais resistentes (e recomendadas para iniciantes). Os equipamentos básicos são o filtro, termostato para aquecer a água, iluminação e os enfeites. Além dos testes para medir os parâmetros da água. Entre os peixes mais comuns se destacam kinguio, bandeira, betta, lebiste, colisa, corydoras e tetras, etc. É possível ter crustáceos. 

Terapia. Os aquários também tem sido usados em terapias para crianças. Segundo a zooterapeuta e veterinária Bianca Pechinin, a indicação para sua utilização é muito ampla. “Podemos abordar questões ligadas à ansiedade, nervosismo, rotinas, distúrbios psiquiátricos e até motores, pois a abordagem nem sempre está ligado a apenas observar, mas até a manutenção desse aquário pode ser utilizada em alguns casos.”

Ainda segundo ela, nem sempre há necessidade da pessoa estar enferma. “A indicação da zooterapia é ampla, podendo ser trabalhada em crianças, adultos e idosos. Pode ser utilizada em casos para deixar a vida da pessoa ‘mais leve’, e sua utilização engloba o público com distúrbios emocionais, mentais, sociais, físicos.” / 

Cuidados por espécie

Bettas 

Nível básico. Um único exemplar ficaria muito feliz em um aquário entre 20 e 30 litros.

Barbus

Asiáticos, pequenos, gostam de viver em cardumes. Aquário para 5 deve ter entre 60 e 80 litros.

Tetras

São endêmicos da América do Sul. Um aquário ideal para 5 indivíduos deve ter de 60 a 80 litros.

Ciclídeos americanos

Espécies maiores que chegam em torno de 20 cm. Requer um nível intermediário no aquarismo, bem como equipamentos maiores.

Primitivos

Habitam, na grande maioria das vezes, o fundo do aquários. Chegam a viver 30 anos e precisam de reservatórios de grandes dimensões e elementos diversos, como pedras, troncos e tocas.

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