Novas estações devem elevar para 8 mi usuários de metrô e trem em SP

Segundo secretário de Transportes do Estado, Jurandir Fernandes, restrição a carros é processo natural

Guilherme Soares Dias, Especial para o Estado

21 Dezembro 2013 | 12h24

O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirma que em 2014 em média 8 milhões de passageiros por dia devem usar o metrô e trens da CPTM, com a inauguração de novas estações. Ele comenta sobre a restrição de carros na capital e as denúncias de carte.

A implantação de corredores de ônibus pela prefeitura de São Paulo trouxe mais passageiros para o metrô?

Não sabemos a origem dos passageiros, se são de ônibus ou de carro, mas de setembro a outubro, nós crescemos. Em novembro tivemos a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) batendo recorde, chegando a 3 milhões de passageiros por dia. E o metrô encostou em 4,9 milhões. A soma dos dois era de 7,2 milhões e encostou em 8 milhões de passageiros, com média de 7,7 milhões por dia. Em 2014, a média ficará nos 8 milhões e em 2015, com as novas linhas, deve passar a 9,3 milhões. Em 2011, era de 5,9 milhões passageiros/dia.

O senhor vê necessidade de restrição dos carros na capital?

Um pouco naturalmente isso vai acontecendo. Os preços vão ficando absurdos para estacionar. Muitas pessoas já fazem cálculos que é mais barato deixar o carro em casa. Se estiver em horário de pico e não conseguir pegar metrô ou ônibus, pega um táxi. Fora do horário de pico dá sim para pegar metrô ou ônibus na hora em que precisar. Já há mudança de comportamento nesse estilo. Existe tendência mundial de retomada de transporte não-motorizado, seja caminhadas a pé, seja bicicletas. 

Nesses processos de denúncias relacionadas ao metrô, Siemens e Alstom podem ser declaradas inidôneas. Isso pode prejudicar obras?

Não temo isso. E se forem declaradas inidôneas é por justa razão. É importante destroçar, destruir esses carteis. Sob todos os aspectos são um mal tremendo. Tem que tomar providências, mas não é fácil, por isso o Cade está aí há tantos anos e não conseguiu até hoje provar. No segundo momento, queremos nosso dinheiro de volta, caso seja comprovado o cartel. E nesse momento, estaremos processando essas empresas e declarando-as inidôneas em decorrência, mas existem outros fornecedores surgindo no mundo.

A ViaQuatro pede indenização pela demora na entrada de operação da Linha 4-Amarela. O Estado terá que indenizar a companhia em cerca de R$ 100 milhões?

[A Linha 4-Amarela] deveria ter começado com seis estações e começou com duas. Ao começar com duas, fez investimento para seis e só tinha receita para duas. Existe pleito, mas a fase dois não depende disso. É algo em torno de R$ 87 milhões, mas como tem correções do período que ocorreu pode chegar a esse valor [R$ 100 milhões]. Na linha atual, estamos trabalhando diferente. Só vamos considerar a fase dois iniciada, quando entregar Vila Sônia. Tudo que acontecer antes é decorrência de antecipação de operação e será acordado entre as partes. Não haverá o problema do faseamento.

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