Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

Novas bikes chegam com jeito mais urbano

Modelos levam em conta segurança e conforto; as elétricas já são tendência em SP

Valéria França, O Estado de S.Paulo

30 Julho 2011 | 00h00

Quem é da turma do pedal já percebeu. As novas bikes que circulam pelas ruas de São Paulo estão com um jeito mais urbano. Elas têm cesta, para-lama, farol de LED e até espelho retrovisor. E seguem uma linha mais singela, principalmente se comparadas às coloridas mountain bikes, moda nos anos 1990. Elétricas ou mecânicas, elas estão mais adaptadas à metrópole.

Apesar dos pouco mais de 37 quilômetros de faixas e vias destinadas aos ciclistas, cada vez mais paulistanos optam pela bicicleta como meio de transporte. Até mesmo quem sempre trabalhou de terno e gravata no mercado financeiro, como Hélio Motta Neto, de 36 anos, entrou para essa turma. Isso se deve à nova safra de bikes elétricas, as e-bikes, uma das estrelas do mercado. Há um ano, Motta deu uma voltinha com uma do amigo do trabalho. Ficou encantado e comprou uma e-bike da marca Lev (R$ 2.600).

"Demorava 50 minutos para ir de carro da minha casa, que fica na Vila Mariana, até o emprego, na Vila Olímpia (ambos na zona sul). De bike, passei a levar 18 minutos, podia passar pelo meio do Parque do Ibirapuera e não chegava suado", conta.

A Lev é carioca, pertencente a dois irmãos, o advogado Rodrigo e o engenheiro Bruno Afonso, de 32 e 31 anos, respectivamente. A empresa surgiu no fim de 2009, quando o caçula voltou de uma longa viagem à China, país onde as e-bikes já são populares.

"Para abastecê-la, o trabalho é o mesmo que se tem para recarregar um celular. É só ligar na tomada", diz Rodrigo. A Lev vende dois modelos, ambos projetados no Brasil e fabricados na China. Até o fim do ano, a marca lançará uma elétrica dobrável.

A pioneira nesse nicho é a carioca Blitz, que há dois anos lançou a primeira elétrica nacional no mercado. "Começamos vendendo duas bikes por mês. Hoje, são 200 no mesmo período", diz Daniel Sztokman, de 52 anos, sócio da empresa. Dos 12 modelos urbanos comercializados pela Blitz, a Jet é a única elétrica dobrável (R$ 3.360).

Só no pedal. As marcas mais tradicionais especializadas em bikes mecânicas passaram a se preocupar com o conforto. A Caloi, por exemplo, lançou a Easy Rider (R$ 999), com selim anatômico - nada que lembre o fino banco de uma de corrida - e guidão mais alto. O bagageiro traseiro de alumínio tem regulagem para transportar a mochila.

Para chegar ao modelo ideal, muitos ciclistas preferem montar a sua própria bike. "Ela ficou do jeito que eu gosto. Comprei o quadro, coloquei o melhor câmbio e os acessórios", diz o preparador físico, Emerson Furlanetto, de 37 anos. Suas três bikes foram todas montadas em lojas especializadas.

"A vantagem da personalização é conseguir um produto adaptado ao seu tipo físico", diz Pablo Gallardo, de 37 anos, proprietário da especializada Tag and Juice. "O tamanho do quadro da bicicleta tem a ver com a altura do ciclista. Quem tem 1,70 metro, por exemplo, deve comprar um de 56 centímetros para pedalar com conforto."

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