Fabiana Caramez/Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba
Fabiana Caramez/Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba

Nova paralisação revolta passageiros de ônibus em Sorocaba

Irritado, grupo bloqueou maior terminal da cidade - polícia precisou intervir; desde o dia 22, já foram 15 dias sem coletivos

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

20 Julho 2017 | 10h11

SOROCABA - Uma nova paralisação do serviço público de ônibus, na madrugada desta quinta-feira, 20, causou revolta em parte dos 120 mil usuários do transporte coletivo, em Sorocaba, no interior de São Paulo. Irritados com a espera, passageiros bloquearam a saída do Terminal Santo Antônio, o maior da cidade, na região central, por volta das 7 horas. Os poucos ônibus que circulavam por força de uma decisão judicial foram impedidos de deixar o terminal. A Polícia Militar interveio e negociou a liberação da saída.

Houve protestos também em terminais de embarque na zona norte. Um grupo interditou parcialmente a Avenida Ipanema. A diarista Rita de Cássia Campos, de 36 anos, foi para o terminal às 6h30 e uma hora depois não tinha conseguido embarcar. Os ônibus passavam lotados e em comboios. Ela receberia R$ 120 por uma faxina num condomínio da zona leste.

"Liguei para a patroa, mas ela não concordou em pagar o Uber, que fica em R$ 24", reclamou.

O pintor de autos Edno Moreira, de 32, decidiu fazer a pé o percurso até o trabalho. "São 50 minutos de caminhada, mas é melhor do que perder o dia."

Greve

Os motoristas querem 5,57% de aumento real sobre o salário atual, de R$ 3,4 mil, mas as duas empresas de ônibus chegaram a 4%. Não houve acordo mesmo após a prefeitura ter entrado nas negociações.

Desde 22 de junho, quando a mobilização teve início, já somam 15 dias sem ônibus. Uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determina a circulação de 50% da frota o dia todo e 70% nos horários de pico. A prefeitura alega que a ordem judicial não está sendo cumprida e vai pedir ao tribunal a decretação da ilegalidade da greve. 

O Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região disse que há intransigência nas negociações e que a greve é direito dos trabalhadores.

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