Nova pane paralisa parte da Linha 2 por 1h

Uma nova pane no metrô paralisou a circulação de trens entre as Estações Sacomã e Vila Prudente, da Linha 2-Verde, na tarde de ontem, por quase uma hora. A falha fez com que agentes da companhia tivessem de bloquear parte das entradas para as plataformas em três estações, para evitar que o acumulo expressivo de passageiros à espera de trens causasse acidentes.

O Estado de S.Paulo

12 Abril 2012 | 03h04

Toda a Linha 2-Verde operou com intervalos acima do comum enquanto a pane não foi solucionada. Segundo a companhia, o problema foi no sistema que controla a movimentação dos trens entre as estações - mas não afetou a operação nas outras paradas do ramal.

Na Estação Tamanduateí, que fica entre as duas paradas com problemas, a conexão entre o metrô e a Linha 10-Turquesa (Luz-Rio Grande da Serra) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi fechada das 13h24 às 14 horas. A pane começou às 13 horas e só se encerrou às 13h55.

O Metrô não informou quantos passageiros foram prejudicados. Em nota, a companhia afirmou apenas que "durante o problema, os usuários foram comunicados e orientados pelo sistema de som dos trens, das estações, pelo site do Metrô e pelas redes sociais" da companhia.

Toda a Linha 2-Verde está passando por um processo de troca dos sistemas de controle de trens - os equipamentos que apresentaram defeito ontem estão sendo trocados. O novo sistema promete permitir a redução das distâncias de um trem para outro na linha e, assim, diminuir o tempo de espera entre as composições.

Outras panes. Se contados todos os avisos de velocidade reduzida feitos pelo Metrô desde janeiro, a Linha 2-Verde teve 14 falhas operacionais. Somando as Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, os trens circularam com velocidade reduzida por 50 vezes neste ano - média de uma ocorrência a cada dois dias.

Os atrasos, entretanto, podem ser causados por problemas como chuva forte. A última grande pane a atingir o metrô foi há quase um mês, no dia 14 de março. Naquela ocasião, uma série da falhas conjuntas nas Linhas 1 e 3 - e também na CPTM - atrasaram a vida de 165 mil pessoas, segundo dados da própria companhia. / BRUNO RIBEIRO

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