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Modelo seguia para teste quando foi atropelada

Mariana Livinalli Rodriguez, de 25 anos, morta nesta quinta-feira, utilizava bicicleta como meio de transporte também para outras atividades

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2015 | 17h16

SÃO PAULO - A ciclista e modelo Mariana Livinalli Rodriguez, de 25 anos, morta nesta quinta-feira, 3, dois depois de ser atropelada por um ônibus da Prefeitura na ciclovia da Avenida Faria Lima, em Pinheiros, na zona oeste, pedalava em direção a um teste de trabalho pouco antes da colisão.

Na noite de segunda-feira, 31, um dia antes do acidente, ela ligou para a família em Soledade, no Rio Grande do Sul, para conversar com a mãe e dizer que estava “empolgada” com a oportunidade profissional. Segundo Pedro Müller, de 60 anos, há três anos a enteada escolheu a bike para fazer seus deslocamentos em São Paulo. Ela utilizava o modal para sair, trabalhar, fazer testes, passear pela cidade e ir na academia.

Hoje, para Müller, a conversa com a mãe assim como uma visita recente à cidade natal, onde permaneceu por 20 dias, foi uma “adeus” de Mariana para os familiares já que, segundo ele, “era difícil ela ficar tanto tempo” na casa da família.

“Na segunda-feira à noite ela teve uma conversa muito longa com a mãe, que não terminava. Era um papo gostoso para que acompanhava de fora. Ela se despediu dizendo que ia dormir porque tinha um teste importante para fazer.” Müller conheceu a enteada quando ela tinha dez anos. Ele conta que 11 anos, Mariana decidiu que queria ser modelo e aos 17 anos viajou sozinha a trabalho para países da Ásia, da Europa e também no Estados Unidos.

Vista como “determinada” pelo aposentado, a ciclista se mudou para São Paulo há três anos. Um outro sonho que Mariana alimentava era o de ser atriz. A jovem estava fazendo um curso de atuação em um centro de formação na Vila Madalena, também na zona oeste, bairro onde ela morava. Ela interpretava uma das personagens na peça Antes que a Chuva Termine, do dramaturgo norte-americano Tennesse Williams. 

Furto. Müller acredita que a morte da ciclista “estava escrita”. Ele contou que 12 dias antes do acidente que levou à morte da enteada, a modelo telefonou para a família como costumava fazer quase que diariamente. “Ela ligou dizendo que tinham furtado a bicicleta dela e avisou que já tinha comprado outro."

Ele conta que a mulher dele chegou a ficar tranquila com a notícia. A família temia pela segurança de Mariana por achar o trânsito de São Paulo “perigoso demais” para ciclistas. "Infelizmente (usava a bicicleta). O pai dela tentou de qualquer maneira fazer ela mudar de ideia, mas não tinha jeito. Ela sempre andou, desde criança.”

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