Nova malha aérea começa a operar em Congonhas na segunda

Ficam proibidas escalas e conexões, e vôos para o Nordeste, Norte e parte do Centro-Oeste serão transferidos

30 de setembro de 2007 | 20h23

Nesta segunda-feira, 1º, entrará em operação a nova malha aérea do país, com o objetivo de desafogar o Aeroporto de Congonhas. A mudança foi anunciada no último dia 20 pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e reduzirá para 33 o número de pousos e decolagens por hora. Antes do acidente com o avião da TAM, que deixou 199 mortos em julho, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) permitia 48 movimentos por hora.  Também ficam proibidas escalas e conexões e não haverá mais pousos nem decolagens de Congonhas para o Norte, o Nordeste e parte da Centro-Oeste. Vôos para esses destinos passam a operar no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica. E, na semana passada, a Justiça Federal informou oficialmente as companhias aéreas sobre decisão que restringe pousos e decolagens em Congonhas, como o limite máximo de 130 passageiros por aeronave.  Veja também: País perdeu R$ 3 bilhões com crise aérea em um ano Quem já comprou passagens aéreas precisa ficar atento às alterações. O desconforto deverá ser maior para os passageiros do Interior com destino a  outros Estados. Uma vez que escalas e conexões não serão mais feitas em Congonhas, será preciso descer do avião, retirar a bagagem e, em seguida, fazer novo check-in para embarcar no próximo vôo, além de pagar as passagens separadas e uma taxa de embarque extra.  Companhias aéreas A TAM (www.tam.com.br) está entrando em contato com passageiros que compraram bilhetes diretamente com a companhia, para comunicar possíveis alterações. Quem adquiriu passagens com ajuda de uma agência deve procurar a empresa para se informar. Escalas em Congonhas serão transferidas para outros aeroportos. Taxas de remarcação ou embarque adicional não serão cobradas.  Os passageiros da Gol que forem realocados de Congonhas para Guarulhos também ficarão isentos de taxas adicionais. Os clientes estão sendo avisados e podem tirar dúvidas pelo 0300-789-2121. Para o diretor de Tráfego e Planejamento da Ocean Air, Waldomiro Ferreira da Silva Júnior, as mudanças não afetam a vida do turista e estimulam investimentos em qualidade nas empresas menores. "Estava tão ruim a situação, com tantos atrasos, que o passageiro vai ganhar tempo indo até Guarulhos", diz. "Nossa empresa é 100% a favor das medidas." A Ocean Air já modificou sua planilha de vôos segundo as novas regras.  (Com Bruno Tavares, Luciana Nunes Leal, do Estadão)  

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.