Nova lei daria desfecho diferente a casos famosos

Se já estivesse em vigor, o ex-médico Roger Abdelmassih, acusado de 56 crimes sexuais, talvez não estivesse foragido. Em 2009, ele foi preso preventivamente. Meses depois, foi solto por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi posteriormente revogada, mas Abdelmassih não foi mais achado.

Felipe Recondo, O Estado de S.Paulo

01 Julho 2011 | 00h00

Pela nova lei, o juiz que decretou a prisão poderia, por exemplo, decidir que Abdelmassih ficaria solto, mas seria monitorado por pulseira eletrônica. E essa fuga, portanto, seria frustrada.

Outra fuga que poderia ter sido evitada é a do ex-banqueiro Salvatore Cacciola. Preso em 2000, ele foi solto por decisão do ministro Marco Aurélio, do STF. Sem ser monitorado pela Polícia Federal, Cacciola deixou o País e passou oito anos longe. Pela nova lei, o juiz poderia ter retido seu passaporte, decretado prisão domiciliar ou o obrigado a se apresentar à Justiça.

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