Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Nova Fábrica do Samba deve ser construída na zona norte de São Paulo

Complexo terá investimento de até R$ 20 milhões da Liga e da iniciativa privada; espaço para Grupo Especial não foi inaugurado

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

01 de outubro de 2015 | 20h37

SÃO PAULO - O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, Paulo Sérgio Ferreira, anunciou nesta quinta-feira, 1º, que uma segunda unidade da Fábrica do Samba será construída na capital e deve abrigar barracões das agremiações do Grupo de Acesso e do Grupo 1 da União das Escolas de Samba Paulistanas (Uesp). As obras devem começar em 40 dias e a previsão é de que o espaço seja em fase de finalização em 2017.

Complexo com 14 galpões que vai abrigar as escolas do Grupo Especial, a primeira unidade da Fábrica do Samba, localizada na Barra Funda, na zona oeste da capital, é prometida desde 2008, mas as obras só tiveram início em 2012 e a inauguração ainda não ocorreu.

Segundo Ferreira, a Prefeitura de São Paulo cedeu, há um mês, um terreno localizado na Vila Guilherme, na zona norte, para que a nova unidade seja construída. "Seria inviável a Prefeitura fazer no momento a segunda Fábrica do Samba. Ela não teria como arcar com esse projeto. A Liga tomou a iniciativa e a Prefeitura não vai investir dinheiro público." Consultada, a Prefeitura não confirmou a informação.

Barracões de escolas de samba, como a X-9 Paulistana e a Nenê de Vila Matilde, funcionavam no terreno, que fica na Avenida Otto Baumgart.

O presidente da Liga diz que, até 2017, "entre 70 e 80%" das obras estarão concluídas. Ele conta que o espaço terá 20 barracões e que as obras devem ter início em 40 dias. "Teremos ajuda da iniciativa privada e o investimento será de R$ 15 a 20 milhões."

Entrega. Ferreira diz que foi informado pela gestão municipal que a entrega da Fábrica do Samba que está em construção deve ser realizada no próximo ano, mas que sete agremiações já estão no espaço.

"Tínhamos demandas do Ministério Público para a desocupação de áreas das escolas. Atendemos à solicitação e demos prioridade às agremiações que tinham essa demanda. O prefeito tem sido solícito e tem dito que, até setembro do ano que vem, ela vai estar pronta."

Segundo Ferreira, as escolas que já estão na Fábrica do Samba são Unidos de Vila Maria, Nenê de Vila Matilde, X-9 Paulistana, Acadêmicos do Tucuruvi, Gaviões da Fiel, Pérola Negra e Dragões da Real.


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