Sérgio Neves/Estadão
Sérgio Neves/Estadão

Nova direção do Municipal quer trilhas de filmes na programação

Doria, Sturm e o novo diretor cultural do teatro anunciaram ainda a criação de um departamento para fiscalizar as contas da entidade, alvo de escândalo em 2015

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2017 | 13h06

SÃO PAULO -  Com nomes de peso na direção, como o bailarino Ismael Ivo na direção artística do Balé da Cidade e Roberto Minczuk na regência, a "cara" do Teatro Municipal da gestão João Doria (PSBD) foi apresentada na manhã desta quinta-feira, 5. O secretário da Cultura, André Sturm, anunciou alguns programas planejados a partir de fevereiro, com destaque para um deles chamado "Música no Cinema".

 

Sturm, Doria e o novo diretor cultural do teatro, Cleber Papa,  anunciaram ainda a criação de um departamento de acompanhamento para o Municipal para fiscalizar as contas da entidade, alvo de um escândalo que desviou, segundo o Ministério Público Estadual, ao menos R$ 18 milhões da entidade no ano passado.

"O caso ali era uma pessoa que decidiu agir incorretamente. A coisa só chegou nesses valores porque não tinha ninguém olhando", disse Sturm. Ele pretende, no entanto, manter o esquema de terceirização da administração do Municipal por organizações sociais, mas afirmou que deve promover mudanças a partir de junho, quando vence o contrato com a empresa que atualmente executa o serviço. 

Programação. A proposta do "Música no Cinema" é popularizar o teatro para atrair mais público. "Tem muita gente que conhece música só por causa de filmes", disse Sturm. "As pessoas conhecem A Cavalgada das Valquírias (de Richard Wagner) como a música do Apocalypse Now (filme do diretor Francis Ford Coppola)". A primeira programação se chamará Kubrick no Cinema - à frente do Museu da Imagem e do Som (MIS), Sturm organizou uma exposição sobre Stanley Kubrick que bateu recorde de público. 

O regente Minczuk destacou, no entanto, que a programação clássica não será deixada de lado. 

Sturm faz falou também sobre a proposta de levar espetáculos menores do municipal para bairros mais afastados do centro. "Vamos usar as 52 bibliotecas da cidade. Podemos fazer um solo, um duo, um quarteto..."       

Com o orçamento menor para este ano, cerca de R$ 18 milhões, a gestão Doria pretende buscar parcerias com bancos para financiar a programação e estudas para aumentar as receitas próprias da entidade. Mas nenhum funcionário deve ser demitido.  

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.