Notebooks são furtados da Câmara

81 agentes da equipe de segurança do Legislativo paulistano não conseguiram evitar que ladrões levassem 4 equipamentos do plenário

ADRIANA FERRAZ , DIEGO ZANCHETTA, O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2012 | 03h07

Formada por 49 policiais militares e 32 guardas-civis metropolitanos, a equipe de seguranças da Câmara Municipal de São Paulo não conseguiu evitar o furto de quatro notebooks do plenário da Casa. O crime ocorreu na tarde de anteontem. Orientados por uma mulher posicionada no mezanino, três homens trajando roupas sociais aproveitaram o intervalo dos trabalhos para agir. O grupo pegou os equipamentos da bancada dos vereadores, colocou-os em mochilas e saiu pela porta de entrada, sem ser incomodado.

É o segundo caso de furto registrado em três meses. Em meados de julho, uma câmera de estúdio e 12 cartões de memória foram levados de dentro da TV Câmara, o canal de televisão que funciona no primeiro andar, ao lado do plenário.

As duas ocorrências devem resultar em mudanças na segurança do Palácio Anchieta. Ontem, integrantes da Mesa Diretora iniciaram estudos com a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana para definir novas regras. À noite, duplas de policiais já faziam ronda pelos andares e fiscalizavam até os banheiros.

Na terça-feira, os aparelhos começaram a ser instalados nas bancadas às 13h30, quando terminou uma reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a especulação imobiliária na Serra da Cantareira. Segundo relato de funcionários, cerca de 15 pessoas permaneceram no local. Nesse momento, funcionários do setor de tecnologia entravam e saíam do plenário, carregando os computadores. Foi aí que houve o furto, por volta das 14h.

"Achei que, por não ter sido eleito, já tinham tirado meu computador", disse o vereador Cláudio Fonseca, líder do PPS, que notou a falta do equipamento na própria terça, durante a sessão ordinária, iniciada às 15h. Os outros três parlamentares que tiveram seus equipamentos furtados foram Ricardo Teixeira (PV), Cláudio Prado (PDT) e o vice-presidente da Casa, Antonio Goulart (PSD).

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso e já recebeu as imagens do circuito interno.

De segunda a sexta-feira, a segurança é feita por PMs e GCMs, que se revezam em esquema de plantão - não há vigilantes particulares. O serviço tem o reforço ainda de câmeras, que filmam e gravam o que ocorre nos espaços comuns. Só no plenário, são 16 aparelhos.

Varredura. O furto foi comunicado à presidência da Câmara por volta das 14h30. Mas a sessão foi aberta sem que nenhum dos parlamentares tivesse sido informado sobre o ocorrido. Mais tarde, com o fim dos trabalhos, um grupo de PMs fez varredura nas mesas do plenário e nas fitas das câmeras do circuito interno e conversou com funcionários. Aos policiais, o assessor legislativo José Luiz dos Santos, o Zé Careca, responsável pela instalação dos computadores, relatou que o sumiço ocorreu enquanto ele buscava outros equipamentos para pôr nas mesas.

O novo furto provocou visível mal-estar entre os parlamentares, que passaram a cobrar providências da presidência em relação à segurança. Uma das reclamações é a falta de um detector de metais na entrada da Casa, por onde circulam mais de 2 mil pessoas por dia.

Instalados há cerca de dois meses para acelerar os processos de discussão e votação dos projetos, os computadores foram comprados ao preço unitário de R$ 2.051. Segundo a presidência, os equipamentos tinham seguro e serão repostos, sem prejuízo aos cofres públicos.

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