Nota deixou de ser impressa em 2001

Quando foi lançada, em 2000, a nota de R$ 10 de polímero - ou plástico - dividia opiniões. "Não rasga e não molha", diziam seus defensores. "Não dobra no bolso e fica "apagada" com o tempo", retrucavam os outros. A cédula fazia parte de uma série comemorativa dos 500 anos do Brasil e, segundo o Banco Central, tinha quatro vezes a durabilidade das notas de papel e mais dispositivos de segurança.

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2011 | 00h00

Cerca de 250 milhões de notas foram impressas somente até 2001. O BC afirma que "não havia compromisso de continuidade, por isso foi limitada a emissão".

No teste popular, porém, ela não passou. Os comerciantes começaram a desconfiar quando um segundo modelo da cédula foi posto em circulação - tinham dificuldades em aceitar a nota, achando que era falsificação barata. Outro problema era a tinta altamente desbotável. O BC chegou a reforçar a coloração no segundo lote para melhorar a identificação, além de escrever por extenso o nome de Pedro Álvares Cabral, antes abreviado.

Hoje, há poucas notas do tipo remanescentes no mercado. O Banco Central explica que, das mais de 4,2 bilhões de cédulas em circulação, apenas 5,2 milhões são as de R$ 10 de polímero - cerca de 0,12% do total circulante.

Por isso, "estatisticamente, é pouco provável encontrar a nota no dia a dia", diz a instituição.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.