Nos terminais e nas ruas, passageiros irritados e confusão

A falta de ônibus irritou quem tentou voltar para casa no início da noite de ontem em São Paulo. No Largo da Batata, na zona oeste, cerca de 300 pessoas aguardavam pelos ônibus em direção ao Jardim Ângela, na zona sul. Com medo de ficarem sem ônibus, os passageiros se penduravam e abriam as portas traseiras dos veículos. "Não vou pagar passagem, não! Vou entrar por aqui mesmo", gritavam. Os motoristas arrancavam rapidamente com as portas abertas e passageiros pendurados.

Rodrigo Burgarelli, William Cardoso e Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2011 | 00h00

Vanderlei Costa da Silva, de 37 anos, fabricante de pisos, trabalha na Avenida Inajar de Souza e mora no Jardim Ângela. Ele aguardou por cerca de 40 minutos para entrar no ônibus e, sem conseguir, desistiu e foi pegar um trem. "Costumo levar duas horas e meia para chegar em casa, mas calculo que vou gastar quatro horas hoje. Está tudo uma bagunça. Pagamos caro por um serviço desses", lamentou.

No Terminal Lapa, também na zona oeste, houve mais confusão. Dois ônibus bloquearam a saída do local às 17h30 e impediram de circular veículos de mais de 20 linhas. Passageiros se revoltaram e começaram a forçar a entrada nos carros. A Polícia Militar interveio e os retirou do local. Depois do incidente, até o som do terminal informava que as linhas não estavam operando por causa da paralisação. À noite, por volta das 20h, o serviço havia sido retomado parcialmente.

O Terminal Barra Funda também foi afetado. "Fiquei 40 minutos esperando meu ônibus", reclamou a auxiliar de limpeza Hester de Assunção, de 47 anos. No Terminal Vila Nova Cachoeirinha, pelo menos 24 ônibus deixaram de circular no horário de pico da tarde.

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