Nos ônibus, houve demora e superlotação

Ônibus superlotados e longas esperas nos pontos castigaram a população da zona leste na manhã e no início da tarde de ontem. Os transtornos foram consequência do aumento de usuário e da mudança de itinerário de várias linhas que passaram a ter como destino a Estação Tatuapé, de onde os trens partiam no sentido Palmeiras-Barra Funda.

O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2012 | 07h43

"Já faz uns 40 minutos que estou aqui, e não dá para entrar nos ônibus porque estão muito lotados", afirmou o operador de corte Lucas Santos, de 18 anos, às 13h30. Nos pontos de ônibus, muita gente ligava para o emprego para avisar sobre os atrasos. "No Tatuapé, falaram para pegar o trem da CPTM. Pensei que desceria em Itaquera e pegaria metrô de volta, seriam só duas estações. Mas não tem metrô!", disse o arte-educador Armindo Rodrigues, de 62 anos. "Como vão fazer Copa desse jeito?"

Segundo a São Paulo Transporte (SPTrans), todos os coletivos que tinham como ponto final as Estações Itaquera, Artur Alvin, Guilhermina Esperança, Vila Matilde, Penha e Carrão do Metrô passaram a seguir até o Tatuapé. "Com o aumento dos percursos e a obstrução parcial da Radial Leste na altura do acidente, os ônibus enfrentaram dificuldades para chegar aos pontos finais e retornar para novo embarque de passageiros", diz nota da SPTrans. Sem informações, muita gente esperava pela linha que tinha como destino final o Parque Dom Pedro II.

A SPTrans informou que manteve ontem a frota utilizada em horário de pico nas linhas - em dias normais, 30% dos veículos saem de circulação fora do rush.

O Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) foi acionado. Quem pegava o metrô em Itaquera podia utilizar as Linhas 11-Safira e 12-Coral da CPTM e fazer a integração no Tatuapé gratuitamente.

Na Radial Leste, parcialmente interditada, o congestionamento chegou a 4 quilômetros, da Praça Divinolândia até a Estação Carrão. /ARTUR RODRIGUES

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