'Nós não vamos nos intimidar', diz Alckmin sobre o PCC

'Estado' revelou, por meio de acesso a escutas telefônicas, que o Primeiro Comando da Capital decretou a morte do governador

O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2013 | 17h40

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, comentou nesta sexta-feira, 11, as interceptações telefônicas que o Estado teve acesso, que mostram que o Primeiro Comando da Capital (PCC) havia decretado a morte do governador. "Os bandidos dizem que as coisas ficaram mais difíceis para eles, pois eu quero dizer que vai ficar muito mais difícil", afirmou, ao participar de agenda pública em Mirassol, no interior do Estado.

Segundo o governador, ele continuará a lutar contra a criminalidade. "Nós não vamos nos intimidar. É nosso dever zelar pelo interesse público." Alckmin disse ainda que vai trabalhar para "fortalecer ainda mais o regime disciplinar diferenciado". "Nós temos as mais fortes penitenciárias do País aqui no Estado. Os índices de criminalidade estão em queda, fruto exatamente desse trabalho, que vai ser fortalecido para proteger a população", completou.

Ameaça. Interceptações telefônicas mostram que pelo menos desde 2011 o PCC planeja matar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O Estado teve acesso ao áudio de uma interceptação telefônica na qual um dos líderes do PCC, o preso Luis Henrique Fernandes, o LH, conversa com dois outros integrantes da facção. O primeiro seria Rodrigo Felício, o Tiquinho, e o segundo era o integrante da cúpula do PCC, Fabiano Alves de Sousa, o Paca.

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